Manaus (AM) – A repercussão da operação Erga Omnes motivou uma resposta pública do governador do Amazonas, Wilson Lima, nesta quarta-feira (25). Durante a coletiva, ele afirmou que considera “inadmissível” que o gestor municipal questione o trabalho de órgãos responsáveis por investigações criminais.
“É inaceitável, é inadmissível que alguém que ocupe um cargo de prefeito, que quer ser governador do Estado do Amazonas, desrespeite instituições como a Polícia Civil, o Ministério Público, o Judiciário. Um trabalho que é feito pelo delegado, pelos investigadores, não é resultado de fantasias ou de imaginações desses profissionais. É resultado de trabalho sério, de investigação”, disse.
A declaração ocorre após manifestações do prefeito de Manaus, David Almeida, que criticou a operação e afirmou que o governo estadual já tinha conhecimento da ação. O chefe do Executivo municipal também apontou possível motivação política na investigação.
A operação foi deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas na sexta-feira (13) e resultou na prisão de uma servidora da prefeitura que também integra a corporação.
Durante a coletiva, Wilson Lima voltou a rebater as críticas e afirmou que questionamentos devem ser apresentados pelas vias legais. “O que foi feito não é coragem, o que foi feito é desrespeito. É desrespeito. É inacreditável que uma autoridade possa estar fazendo isso”, declarou.
O governador também destacou que o andamento do caso envolve diferentes instituições e segue regras de sigilo. “Quem tem autoridade para falar sobre esses processos é a Polícia Civil, é o Ministério Público e o Tribunal de Justiça. Eu não trato de investigação, principalmente com uma investigação como essa que é sigilosa”, afirmou.
Ao comentar a repercussão política do caso, concluiu: “Se alguém está incomodado com isso, se há algum questionamento a fazer, que recorra à Justiça”.
Entenda a operação
A Operação Erga Omnes, conduzida pela Polícia Civil do Amazonas, investigou um grupo apontado como o “núcleo político” de organização criminosa no Amazonas. A ação resultou na prisão de oito suspeitos, incluindo servidores públicos, um policial militar e pessoas ligadas a órgãos estaduais e municipais.
Segundo a investigação, o grupo atuava no apoio logístico ao tráfico de drogas, utilizando empresas de fachada para movimentar recursos e distribuir entorpecentes para outros estados. Em quatro anos, as movimentações financeiras suspeitas chegaram a cerca de R$ 78 milhões.
Leia mais:
Receba notícias do Portal Tucumã no seu WhatsApp e fique bem informado!
CLIQUE AQUI: https://cutt.ly/96sGWrb






