Cabo da PM atira contra quarto de criança após ‘bebedeira’ dentro de condomínio em Manaus. VEJA VÍDEO:

A Corregedoria-Geral já se pronunciou sobre o caso e anunciou quais medidas irá tomar. VEJA:
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Uma festa particular realizada na madrugada deste domingo (13) terminou com tiros, ameaças verbais, e Boletim de Ocorrência dentro de um condomínio localizado no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.  

De acordo com a denúncia, um dos participantes da festa que estaria fora do horário permitido seria cabo da Polícia Militar do Amazonas. O rapaz que fez o BO, informou que o policial atirou contra o apartamento da família dele após o morador reclamou do evento à síndica do condomínio.

Tudo começou quando Eduardo Martins Michiles da Silva, de 35 anos, pediu para que a síndica do residencial encerrasse a festa que acontecia na área de lazer, que segundo ele,  estava sendo realizada fora do horário determinado.

De acordo com Eduardo, um dos participantes do evento, identificado como André Felipe, não teria gostado do pedido de intervenção e fez ameaças. Segundo a denúncia, André é cabo da PM.

Após a reclamação, o policial teria atirado cerca de dez vezes contra o apartamento de Eduardo. Os tiros atingiram o quarto do filho do homem, de dois anos de idade.

Em vídeo divulgado em uma rede social, Eduardo disse que a criança só não foi atingida porque estava no quarto dos pais. Eduardo também divulgou os xingamentos feitos pelo PM, além de imagens das marcas de tiros que ficaram na parede do quarto da criança. “Tu vai morrer”, diz um homem que aparece no vídeo.

Após os disparos, Eduardo, a esposa e o filho do casal se abrigaram na casa da sogra dele. Um BO de ameaça consumada foi registrado no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

VEJA VÍDEO:

Corregedoria abriu dois inquéritos para apurar o caso

A Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública determinou a abertura de um Inquérito Policial e um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as denúncias de que um policial militar teria atirado contra o apartamento de um vizinho em um condomínio na zona oeste de Manaus. O corregedor-geral, delegado George Gomes, garantiu que a apuração terá o rigor necessário para o esclarecimento dos fatos, dentro do devido processo legal.

Na manhã desta segunda-feira (14/09), o policial militar foi ouvido na sede da Corregedoria e se reservou ao direito de permanecer em silêncio. Também já foram ouvidas a vítima e testemunhas, e perícias foram requisitadas para a arma supostamente utilizada no delito e no local do fato.

A Polícia Militar do Amazonas informou que, ao tomar conhecimento das acusações, instaurou um Procedimento Administrativo pela Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD), da corporação. Serão apuradas as circunstâncias do ocorrido, possibilitando às partes envolvidas a apresentação da sua versão dos fatos, respeitados os princípios da ampla defesa e contraditório.

Em nota, a Polícia Militar do Amazonas ressaltou que não compactua com atos que contrariem a lei e a ordem e reiterou seu compromisso com o dever de servir, proteger e preservar os direitos individuais e coletivos.  

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