Manaus (AM) – O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Adjuto Afonso (União Brasil), afirmou que há uma articulação interna para que o governador interino Roberto Cidade (União Brasil) seja candidato ao chamado mandato tampão na eleição indireta que vai definir o novo chefe do Executivo estadual. A casa tem 30 dias para escolher o novo governador.
A afirmativa aconteceu durante entrevista coletiva nesta terça-feira, 07, em meio à elaboração das regras que vão disciplinar o processo sucessório após a renúncia do governador Wilson Lima (União Brasil) e do vice Tadeu de Souza (PP). Ao comentar o cenário político dentro da Casa, Adjuto indicou que o nome de Cidade desponta como principal opção entre os parlamentares.
“Eu não sei se o Roberto será candidato, mas certamente a articulação aqui, para nós, é ele ser o nosso candidato”, afirmou. A declaração ocorre em um momento em que a Assembleia ainda estrutura o edital que vai regulamentar a eleição indireta, incluindo critérios de candidatura e prazos. “Não sei se tem algum outro, mas é lógico que qualquer pessoa pode se candidatar”, disse.

Articulação política e eleição indireta
Adjuto também ressaltou que a viabilidade de qualquer candidatura dependerá da construção de maioria entre os deputados estaduais, responsáveis pela escolha do novo governador. “Quem tem os votos são os deputados”, afirmou. Nesse modelo, a disputa ocorre exclusivamente no âmbito do Legislativo, sem participação direta do eleitorado.
Enquanto a definição das regras segue em análise, Roberto Cidade permanece no comando do governo de forma interina, após assumir o cargo por força da linha sucessória prevista na Constituição estadual. “O Estado está funcionando normal”, disse Adjuto. Segundo ele, a continuidade administrativa tem sido mantida com a permanência do secretariado e sem alterações na estrutura do Executivo.
A Assembleia tem até 30 dias para realizar a eleição indireta, prazo previsto para casos de vacância simultânea nos dois últimos anos de mandato. “Nós temos até 30 dias, mas não vamos fazer nada assodado. Precisamos de regras claras”, afirmou. A definição do edital, segundo o presidente da Casa, será fundamental para formalizar o processo e permitir a inscrição dos candidatos ao cargo.






