Alemanha determina medidas severas para impedir avanço da Covid-19

Angela Merkel, chanceler da Alemanha, informou que a medida vai até o dia 10 de janeiro. O governo se mostrou preocupado com uma segunda onda no Natal
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Police officers wearing face masks walk past the Brandenburger Gate, during a protest against the government's coronavirus disease (COVID-19) restrictions, in Berlin, November, 18, 2020. REUTERS/Fabrizio Bensch

Manaus – Após aumento de casos por Covid-19, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, anunciou que vai fechar o comércio e escolas entre os dias 16 de novembro até o dia 10 de janeiro. Segundo ela, somente serviços essenciais, como supermercados, farmácias e bancos poderão funcionar normalmente.

A informação foi publicada pelo G1 neste domingo (13). As empresas estão orientadas a dispensar os funcionários ou a priorizar o trabalho remoto. O governo alemão também proibiu o consumo de bebidas alcóolicas em locais públicos para evitar aglomerações.

“Há a necessidade urgente de fazermos algo”, disse Merkel em uma reunião com os governadores dos 16 estados alemães.

O país está em “lockdown” parcial há seis semanas, com bares e restaurantes fechados, mas lojas e escolas continuavam abertas. Com o aumento das infecções, algumas regiões da Alemanha já haviam imposto medidas mais rígidas de restrição.

Restrições antes do Natal

A preocupação com a segunda onda de casos cresce com a aproximação do Natal. O número diário de novos registros e mortes atingiu, na última semana, o maior patamar desde o início da pandemia no primeiro semestre deste ano.

Somente nas últimas 24 horas, foram 381 mortes, elevando o total para 21.787, segundo o Ministério da Saúde da Alemanha. Houve ainda 20,2 mil novas infecções, o que já soma mais de 1,3 milhão de casos confirmados da doença.

Os tradicionais mercados de Natal do país, com barracas de comidas e bebidas, são apontados como pontos de preocupação no controle da pandemia no país. Isso porque é mais difícil de se respeitar as medidas de distanciamento social.

Com informações do G1
Foto: Fabrizio Bensch/Reuters

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