Pela segunda vez, a sessão remota desta terça-feira (12), da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) foi encerrada sem que nenhuma propositura, ligada ao pedido de impeachment do governador Wilson Lima e do vice Carlos Almeida, fosse votada de fato.
A primeira interrupção foi por conta de uma discussão entre Josué Neto e Joana Darc, líder do governo, após fala de 17 minutos da parlamentar, no pequeno expediente, que pelo regimento interno só permite cinco minutos para essa fala, a parlamentar pôs em xeque a gestão de Josué Neto frente a presidência da Aleam.
Já a segunda, foi marcada por novo tumulto entre Alessandra Campêlo, Josué Neto, Wilker Barreto e Saullo Viana, devido há um pedido de ordem solicitado pela deputada Alessandra Campêlo, que pede a votação do requerimento do deputado Saullo, que pede o afastamento de Josué sobre o pedido de impeachment.
De acordo com Alessandra, os deputados que são a favor do pedido estão com “medinho” de que a proposta seja votada em plenário, uma vez que o plenário é soberano.
Na discussão do processo, o deputado Wilker Barreto defende que o pedido de Alessandra tem 48h para receber uma resposta sobre o pedido e que a estratégia de Alessandra é tumultuar a sessão.
Álvaro Campêlo disse que o presidente pode pedir a qualquer momento a interrupção da sessão, uma vez que desde a manhã está havendo impasses na votação.
Durante a discussão foi possivel ouvir a deputada Therezinha Ruiz pedir respeito a todos e que os deputados voltassem aos trabalhos, enquanto Joana Darc e Wilker discutiam quem tem interesses com o impeachment. Wilker disse que o impeachment é da vontade popular. Já Joana disse que é do interesse de Josué Neto.
Josué finalizou a sessão dizendo que se compromete de não criar a comissão nesta terça, até os deputados encaminhares seus fundamentos jurídicos à mesa diretora da Casa.






