Poucas horas antes de seu primeiro pronunciamento após a invasão russa na Ucrânia, o presidente dos EUA, Joe Biden, disse hoje que o G7 concordou em impor sanções econômicas “devastadoras” contra a Rússia por sua invasão ao país europeu. As informações são do UOL.
“Encontrei-me nesta manhã com meus colegas do G7 para discutir o ataque injustificado do presidente Putin à Ucrânia e concordamos em avançar com pacotes devastadores de sanções e outras medidas econômicas para responsabilizar a Rússia”, comunicou Biden por meio de suas redes sociais.
O grupo reúne sete das maiores potências econômicas do mundo: reúne líderes de Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos.
Mais cedo, o G7 já havia criticado Putin por atacar a Ucrânia.
“Condenamos o presidente Putin por sua recusa consistente em se envolver em um processo diplomático para tratar de questões relacionadas à segurança europeia, apesar de nossas repetidas ofertas”, diz o comunicado emitido pelo G7.
Nos EUA, a gestão de Biden esperava conter a escalada do conflito com um conjunto de sanções que ficaram aquém das penalidades econômicas mais abrangentes que os membros do Congresso dos EUA sugeriram nas últimas semanas.
A manifestação de Biden ocorre pouco mais de 12 horas depois de a Rússia decidir atacar a Ucrânia, marcando a mais grave crise militar na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, e a maior operação do gênero desde que os EUA invadiram o Iraque, em 2003.
A invasão ocorreu por ar, terra e mar, numa série de ataques contra a Ucrânia, uma democracia europeia que abriga 44 milhões de pessoas.
O envio das forças através das fronteiras ao norte, leste e sul da Ucrânia se dão depois de o presidente russo Vladimir Putin ter negado durante meses que invadiria o país vizinho.
Kiev (sede do governo russo) e a Otan classificam as ações como uma invasão total.
A invasão por terra, ar e mar começou após um pronunciamento na TV na madrugada de hoje (horário de Brasília), em que o presidente russo, Vladimir Putin, exigiu que os militares da Ucrânia depusessem suas armas.
O líder da Ucrânia disse que seu país “não abrirá mão de sua liberdade”: “A Rússia embarcou no caminho do mal, mas a Ucrânia está se defendendo”, tuitou o presidente Volodymyr Zelensky.
A Ucrânia declarou lei marcial e cortou todas as relações diplomáticas com a Rússia.
Mal-estar desde que aliado de Putin foi deposto
O presidente Putin tem acusado frequentemente a Ucrânia de ser tomada por extremistas anti-Kremlin, desde que seu aliado político, o ex-presidente Viktor Yanukovych, foi deposto em 2014 após meses de protestos contra aquele governo.
A Rússia então retaliou tomando a região sul da Crimeia e desencadeando uma rebelião no leste por separatistas apoiados pela Rússia que lutaram contra as forças ucranianas em uma guerra que já custou 14.000 vidas.
No fim de 2021, Putin começou a enviar um grande número de unidades militares russas perto das fronteiras da Ucrânia.
Nesta semana, ele descartou um acordo de paz firmado em 2015 e reconheceu áreas sob controle rebelde como independentes.
A Rússia há muito resiste ao movimento da Ucrânia em direção à União Europeia e à aliança militar defensiva do Ocidente, a Otan.
Ao anunciar a invasão da Rússia, Putin acusou a Otan de ameaçar “nosso futuro histórico como nação”.






