MPAM dá 30 dias para prefeita de Careiro regularizar salários

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Documento cita que a Prefeitura deve adotar medidas para evitar novos atrasos na folha de pessoal (Reprodução / Redes Sociais)

Manaus (AM) – O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) recomendou que a prefeita de Careiro Castanho, Mara Alves (Republicanos), regularize o pagamento dos servidores municipais e publique, no prazo de 30 dias, um calendário oficial com as datas de pagamento. A recomendação foi assinada pelo promotor de Justiça Caio Lúcio Fenelon Assis Barros, após uma investigação identificar atrasos frequentes nos salários e no pagamento do décimo terceiro desde 2025.

Publicada no Diário Oficial Eletrônico do Ministério Público (DOMPE) desta sexta-feira, 24, a recomendação afirma que os atrasos afetam diretamente o sustento dos servidores e de suas famílias. Segundo o MPAM, a Prefeitura vinha tratando o pagamento da folha como uma rotina administrativa, sem garantir a prioridade que a legislação determina para esse tipo de despesa. O MPAM deu 30 dias para que a Prefeitura de Careiro Castanho cumpra as medidas recomendadas. Caso isso não ocorra, o órgão informa que poderá adotar as medidas judiciais cabíveis.

Recomendação do Ministério Público foi publicada no Diário Oficial Eletrônico em 24 de julho de 2026 (Reprodução)

Investigação aponta atrasos recorrentes desde 2025

A recomendação faz parte do Inquérito Civil nº 040.2025.002006, aberto para investigar os sucessivos atrasos salariais na Prefeitura de Careiro Castanho. De acordo com o documento, a apuração ganhou novos elementos após denúncias apresentadas em julho de 2026 e pelo histórico de reclamações registradas nas Notícias de Fato nº 230.2026.000008 e nº 040.2026.000523.

As denúncias foram encaminhadas pelo Sindicato dos Funcionários Públicos do Município de Careiro (SINDFURPC), que informou ao Ministério Público que os atrasos continuavam mesmo depois de a Prefeitura prometer pagar os salários até o dia 10 de cada mês. Conforme a recomendação, as explicações apresentadas pela Procuradoria-Geral do Município durante a investigação não comprovaram que o problema havia sido resolvido.

No documento, o MPAM ressalta que os salários são destinados ao sustento dos trabalhadores e de suas famílias e, por isso, devem ter prioridade no planejamento financeiro da administração pública. O órgão também destaca que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) exige planejamento e transparência para garantir o pagamento das despesas obrigatórias com pessoal.

Para o Ministério Público, a divulgação de um calendário oficial de pagamentos não limita a atuação da Prefeitura, mas dá mais previsibilidade aos servidores e melhora a organização da folha salarial. A recomendação também orienta o município a adotar medidas para evitar novos atrasos e divulgar previamente as datas de pagamento dos servidores ativos e inativos da administração direta e indireta.

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