A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Cibernéticos (Dercc), alerta à população sobre como evitar o golpe do chip em branco.
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O delegado Rafael Montenegro, adjunto da Dercc, explica que este crime acontece quando o golpista, com um chip de telefone em branco, entra em contato com a operadora de telefonia se passando pela vítima, e solicita a ativação do número no novo chip. A partir disso, o criminoso consegue ter acesso aos dados pessoais da vítima.
“Esse criminoso consegue manipular e enganar o atendente, dizendo que precisa recuperar o chip que perdeu, e ele acaba também sendo enganado. A partir disso, o golpista consegue ter acesso aos dados pessoais da vítima, pois grande parte das pessoas guardam essas informações no chip, e por isso os criminosos conseguem acessá-las com facilidade”, explicou o delegado.
Ele informou, ainda, que os infratores podem conseguir em alguns casos, dados bancários e, até mesmo, fotos íntimas das vítimas através do golpe do chip em branco . Segundo Montenegro, por ser um crime que se enquadra como invasão à dispositivo móvel, falsidade ideológica e furto eletrônico de dados, a penalidade varia entre cinco a oito anos de prisão, caso não haja nenhum agravante.
Orientação
O adjunto da Dercc orientou que, caso a pessoa identifique que foi vítima desse crime, deve entrar em contato imediatamente com a operadora telefônica, para cancelar o chip e tentar resgatar esses dados.
“A pessoa deve falar com a companhia de telefone para tentar recuperar essas informações. Caso isso não aconteça, ela ficará com os dados expostos, correndo risco de sofrer novos ataques”, ressaltou o delegado.
Rafael Montenegro destacou que as pessoas devem evitar salvar informações pessoais no chip, para que não sejam alvos desse golpe do chip em branco , e destaca a importância de armazená-los em algum dispositivo de segurança.
Registro de Ocorrência
As vítimas do golpe do chip em branco devem procurar à unidade especializada, localizada nas dependências da Delegacia Geral (DG), na avenida Pedro Teixeira, bairro Dom Pedro, zona centro-oeste da capital, para registrar o Boletim de Ocorrência (BO), e assim as investigações sejam iniciadas.
Ou ainda registrar o BO pelo site da Delegacia Virtual (Devir), por meio do endereço eletrônico: https://delegaciavirtual.sinesp.gov.br/portal/, e anexar provas como prints, boletos falsos e outros documentos.
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