Como funcionam as eleições presidenciais nos Estados Unidos?

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Foto: Reprodução

MUNDO – Nessa terça-feira (5), eleitores norte-americanos vão às urnas para decidir entre Kamala Harris, do Partido Democrata, e Donald Trump, do Partido Republicano. O vencedor deste embate assumirá a Casa Branca em 20 de janeiro de 2025. No entanto, se você pensa que a apuração é rápida como no Brasil, é melhor ajustar as expectativas: o sistema eleitoral americano é um labirinto cheio de etapas e nuances que garantem um resultado final dias após o término da votação.

A complexidade do Colégio Eleitoral

Nos EUA, o presidente não é escolhido diretamente pelo voto popular, mas sim por um grupo seleto de 538 delegados conhecido como Colégio Eleitoral. Cada estado possui um número específico de delegados, proporcional à sua população e número de representantes no Congresso, o que faz com que estados populosos, como Califórnia e Texas, tenham mais peso na decisão final. Para garantir a vitória, um candidato precisa conquistar pelo menos 270 dos 538 votos disponíveis.

O que intriga aqui é o sistema “o vencedor leva tudo” que a maioria dos estados adota: o candidato que ganhar o maior número de votos populares em um estado leva todos os delegados desse estado, mesmo que a margem de vitória seja minúscula. Em 2016, Hillary Clinton obteve quase 3 milhões de votos a mais do que Trump no total nacional, mas perdeu na contagem de delegados.

Voto é facultativo e antecipado

Diferente do Brasil, o voto nos EUA é facultativo para cidadãos com mais de 18 anos. Para atrair eleitores, que enfrentam um dia normal de trabalho (pois não é feriado), alguns estados permitem que a votação comece semanas antes e oferecem opções como o voto pelo correio.

A corrida começa antes com primárias e caucus

Antes mesmo de chegarem às urnas em novembro, os americanos passam por um complexo processo interno nos partidos para definir os candidatos. Esse processo inclui as primárias e o caucus, que variam de estado para estado. Enquanto as primárias são uma votação secreta, no estilo de urna, o caucus é quase uma “assembleia” pública onde os eleitores discutem e, ao final, votam em seus candidatos.

Pode vencer sem ter a maioria dos votos populares

Um detalhe interessante do sistema eleitoral dos EUA é que, tecnicamente, nem sempre quem recebe mais votos dos cidadãos acaba eleito. Como os delegados são atribuídos por estado, é possível que o candidato menos votado a nível nacional vença. Em 2016, Trump venceu Hillary Clinton no Colégio Eleitoral apesar de perder no voto popular – uma situação que gerou críticas e apelos por uma revisão do sistema.

Enquanto aguardamos os resultados desta eleição, a incerteza continua sendo um elemento forte nas eleições americanas.

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