BRASIL – Neste sábado, 1º de fevereiro, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) foi eleito presidente do Senado Federal para o biênio 2025-2026, marcando sua segunda passagem pelo cargo. Alcolumbre obteve 73 votos dos parlamentares da Casa, contando com o apoio de uma ampla coalizão que incluiu PL, PT, MDB, PSD, PP, PDT e PSB. O resultado reflete a articulação política do senador, que já havia presidido o Senado entre 2019 e 2021.
A eleição contou com o apoio do ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que não buscou a reeleição. Alcolumbre foi eleito sem grandes obstáculos, em uma disputa que não teve a intensidade de pleitos anteriores. Sua vitória foi celebrada por aliados como uma demonstração de estabilidade política no Congresso.
Trajetória política e perfil de Alcolumbre
Nascido em Macapá, em 19 de junho de 1977, Davi Alcolumbre é o quarto filho do mecânico José Tobelem e da empresária Julia Alcolumbre. Casado e pai de dois filhos, ele iniciou sua carreira política como vereador na capital do Amapá, em 2001. Dois anos depois, foi eleito deputado federal, cargo que ocupou por três mandatos consecutivos. Em 2014, elegeu-se senador, mas afastou-se do posto em 2018 para concorrer ao governo do Amapá. Derrotado, retornou ao Senado, onde consolidou sua influência.
Durante sua trajetória, Alcolumbre destacou-se por projetos como a aprovação de uma lei, em 2009, que batizou o Aeroporto de Macapá com o nome de seu tio, Alberto Alcolumbre. Além disso, em 2013, utilizou verba de gabinete para abastecer veículos em um posto de gasolina de propriedade de sua família. Seu irmão, Josiel Alcolumbre, foi nomeado como seu primeiro suplente no Senado.
No plano legislativo, Alcolumbre votou a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, da reforma trabalhista de 2017 e da volta do senador Aécio Neves (PSDB-MG) às atividades parlamentares, após o afastamento determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2018, também apoiou o reajuste salarial para ministros do STF.
Desafios à frente do Senado
A eleição de Alcolumbre ocorre em um momento de expectativas para o governo federal, que busca aprovar projetos prioritários, como a reforma tributária e a regulamentação do novo arcabouço fiscal. Com sua experiência e capacidade de diálogo, o novo presidente do Senado deve manter um relacionamento próximo com o Palácio do Planalto, facilitando a tramitação de matérias de interesse do Executivo.
No entanto, Alcolumbre também terá o desafio de administrar as divergências internas do Senado, onde partidos de oposição e setores conservadores podem apresentar resistência a propostas do governo. Sua gestão será testada pela necessidade de equilibrar as demandas da base aliada com as críticas da oposição.
Reações à eleição
A vitória de Alcolumbre foi recebida com otimismo por seus aliados, que destacaram sua experiência e habilidade política. O PT, que confirmou apoio ao senador, enxerga na eleição uma oportunidade para fortalecer a governabilidade. Já a oposição, embora tenha participado da disputa de forma simbólica, alerta para a necessidade de transparência e renovação na política.
Com a posse de Davi Alcolumbre, o Senado inicia um novo capítulo em sua história, sob a liderança de um político experiente e conhecido por sua capacidade de articulação. Seu desafio será garantir a estabilidade política necessária para avançar com a agenda legislativa, ao mesmo tempo em que busca responder às demandas da sociedade por ética e renovação.
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