Mudar de vida não é fácil para ninguém. Sair de seu aconhego, largar familiares, posses, enfim, sair de sua pátria é uma decisão muito difícil. No entanto, quando não há opção e é preciso largar tudo para buscar um novo lugar para se viver, tudo o que se busca é acolhimento.
Em tempos de pandemia, esse acolhimento esfriou em muitos países. Barreiras fechadas devido os protocolos sanitários. Mas isso não muda a situação de milhares de pessoas, que devido as más condições de vida em seu país de origem, precisaram sair em busca de uma nova pátria para chamar de sua. Em 2018, muitos venezuelanos precisaram deixar seu país para fugir da crise econômica e social.
Os primeiros povos que vieram para o Brasil – Italianos, alemães, ucranianos, poloneses, africanos e japoneses foram algumas das etnias que chegaram ao Brasil, em meados do século XVIII e XIX – buscavam terras e chegaram sabendo que o país proporcionava condições para o desenvolvimento econômico e assim poder viver bem, mesmo que em terra estrandeiras. Europeus, asiáticos e povos de outros continentes se uniram a população que aqui já estava para formar o população que hoje é, daí a miscigenação que existe em nosso país. Tal condições também deixou o brasileiro mais aberto a amparar seus semelhantes e continuamos a receber os mais variados povos, com suas culturas e crenças.
Hoje, se comemora o Dia do Imigrante no Brasil. O dia 25 de junho foi determinado como o Dia do Imigrante a partir do Decreto nº 30.128, de 14 de novembro de 1957, emitido pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
Acolher bem aqueles que chegam em nosso país já é uma marca, mesmo em situações adversas, como está sendo nestes dois últimos anos, que muitos venezuelanos se refugiaram no Brasil. Porque entendemos que eles também colaboram para o crescimento do país que se destinam
O Brasil é um país formado e construído por várias diferentes nacionalidades, que migraram de seus países com o sonho de obter melhores condições de vida em terras brasileiras. E em alusão ao Dia Mundial do Refugiado e ao Dia do Imigrante, celebrados respectivamente em 20 e 25 de junho, nós os brasileiros, continuamos com a mão estendida e o coração aberto para recepcionar esses que também somam conosco.
Ainda é preciso fazer muito por toda essa gente, tanto pelos que chegaram a pouco tempo quanto para os que aqui nasceram e vivem. Mas é preciso seguir firme e se reinventar para alcançar novos objetivos, aproveitando o conhecimento e a resiliência que se aprendeu durante a jornada.
Portaria
A fronteira do país com a Venezuela, em Pacaraima, ao Norte de Roraima,fechada em 18 de março de 2020, como medida do Governo Federal para conter o avanço do coronavírus. Desde então, imigrantes têm entrado no país por rotas clandestinas. No entanto, nessa quinta-feira (24), por meio de portaria com as novas regras para restrições excepcionais e temporárias de entrada no país, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), foi liberada a passagem de migrantes venezuelanos em vulnerabilidade social.
Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), a Venezuela é o segundo país com maior número de deslocados e refugiados no mundo. São cerca de 4 milhões de pessoas, que perdem somente para a Síria com 6,7 milhões de pessoas que precisam de refúgio em outros países.






