Em depoimento na CPI, Queiroga defende a realização da Copa América no Brasil

O ministro da Saúde ressaltou que não existe provas sobre perigos de contágio na realização de eventos esportivos
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Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado e Thiago Bernardes/Gazeta Press

Manaus – O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defendeu a realização da Copa América no Brasil durante depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia nesta terça-feira (8), no Senado Federal.

De acordo com o ministro, a realização de práticas esportivas, autorizadas pelo Ministério da Saúde, não influenciam no aumento de casos confirmados por Covid-19,

“Não existem provas que essa prática (esporte) não aumente o nível de contaminação dos atletas. Os exames de RT-PCR, que são requeridos para a entrada de cidadãos dos países da Copa América, ocorre normalmente, independente de futebol. Qualquer cidadão da Argentina, Equador e outros países entram no Brasil com esse exame”, falou.

Vale ressaltar que, atualmente, está sendo realizado algumas competições esportivas, entre elas: Campeonato Brasileiro, Copa Libertadores da América, Copa Sul-Americana e a Eliminatórias Sul-Americana para a Copa do Mundo de 2022, no Catar.

Goiânia, Brasília, Mato Grosso e Rio de Janeiro serão as cidades sede da Copa América 2021. Queiroga ressalta que não vê problema na realização do torneio no Brasil. Portanto, ele ressaltou que as cidades ficarão responsáveis por reforçarem os cuidados contra a Covid-19.

“Não acontecendo público nos estádios, naturalmente, não teremos o risco de aglomerações e uma contaminação de tal maneira”, conta.

Apesar de inúmeras polêmica em torno da competição, os jogadores da seleção brasileira decidiram nesta segunda-feira (08) que vão disputar a Copa América. Circula nos bastidores que a delegação ficou insatisfeita pela forma que Rogério Caboclo, afastado da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), vinha lidando com o assunto.

Números

Apesar das medidas sanitárias recomendadas pela CBF, alguns clubes não conseguiram evitar o contágio por Covid-19. De acordo com um balanço feito pelo Globo Esporte, na Série A do Brasileirão, houve 302 infecções de jogadores pelo vírus durante o torneio.

Dois times do Rio de Janeiro tiveram os recordes de infectados entre os clubes da elite. Fluminense e Vasco tiveram 26 casos no período de 10 dias antes do início do Brasileirão até a data da última rodada.

O primeiro caso confirmado por Covid-19 aconteceu logo na primeira rodada, quando o Goiás teve dez testes positivos. Entre os infectados, estava o goleiro Tadeu.

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