Em Manaus, preço da cesta básica natalina tem aumento significativo; saiba como economizar

Recentemente foi divulgada uma pesquisa onde a cesta natalina apresentou uma variação de 84% nas zonas Norte e Leste de Manaus
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cesta básica natalina

Manaus – As tradicionais festas de Natal e Réveillon estão chegando, é o momento que muitas pessoas vão se reunir para celebrar o nascimento de Jesus Cristo, trocar presentes e aguardar o fechamento de mais um ciclo. Entretanto, os consumidores precisam ficar atentos no momento de realizarem as compras para as festas, principalmente da cesta básica natalina.

Devido a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), alguns estabelecimentos comerciais apresentaram um grande crescimento nas compras dessa reta final de ano.

Uma pesquisa realizada pela Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (CDC/Aleam) constatou uma variação de até 84,05% no preço de itens da cesta natalina em Manaus. O levantamento foi realizado no período de 3 a 5 de dezembro em dez supermercados localizados nas zonas norte e leste da capital amazonense.

O diretor-presidente do Instituto Estadual de Defesa do Consumidor (Procon-AM), Jalil Fraxe, afirmou durante entrevista ao Portal Tucumã que as pesquisas feitas pelo órgão batem com os números da CDC/Aleam.

“Identificamos que há itens que superam esses 84%. Com base na nossa pesquisa, chegamos a um número muito semelhante, que é de 256%. Todas as zonas apresentam uma significância no preço da cesta básica natalina. Mas nós identificamos crescimentos exagerados, como por exemplo da azeitona, na variação de 156%. O peru natalino apresenta um número de 250% de aumento”, explicou.

Pesquisas e números

O CDC/Aleam realizou a pesquisa no período de 3 a 5 de dezembro em dez supermercados localizados nas zonas norte e leste da capital amazonense.

Conforme a pesquisa, o quilo do Chester pode ser adquirido por R$ 12,98 (o mais barato) até R$ 31,21 (o mais caro), enquanto que o da Ave Supreme varia de R$ 14,49 a R$ 23,89.

Entre as carnes suínas, o pernil com osso chegou a apresentar diferença de 40,65% no preço do quilo comercializado, variando de R$ 29,90 a R$ 27,99. Já o pernil desossado, a diferença registrada foi de 23,55%, sendo R$ 31 o mais barato e R$ 38,30 o mais caro.

Por outro lado, a pesquisa Procon-AM foi realizada em 11 supermercados de Manaus, entre os dias 1º e 11 de dezembro, levando em consideração 93 produtos, divididos em dez categorias (azeites, batata-palha, bombons, carnes congeladas, conservas, farofas, frutas em calda, leite condensado/creme de leite, panetones/chocotones e vinhos/espumantes).

O produto com maior variação foi o pernil desossado temperado (congelado) da marca Sadia, com preços de R$ 19,90 a R$ 69,90. Outro item com grande diferença foi o chocolate Alpino, com menor preço a R$ 5,25, e maior a R$ 17,99, o que sinaliza variação de 242,67%.

Recomendações

Apesar da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os manauaras devem sair às ruas para comprarem os itens das festas de Natal ou Réveillon. Para Jalil Fraxe, o auxílio emergencial, fornecido pelo Governo Federal, tem sido utilizado para comprar a cesta natalina.

“Os números têm provado ao contrário. Nós tivemos uma boa arrecadação no Estado do Amazonas. Temos, de fato, uma movimentação proporcionada pelo auxílio emergencial. A população está pegando esse dinheiro e comprando cesta básica e comida. O consumidor vai deixar de comprar alguns presentes e comprar mais comida”, falou.

Antes de sair às compras, o consumidor deve pesquisar os preços e saber o que vai comprar, como explica o diretor-presidente do Procon-AM.

“Sempre aconselhamos os consumidores para fazerem uma pesquisa de preço. Se a pessoa compra no mais barato, vai estimular o mercado a ter uma prática mais transparente. Caso compre no mais caro, o estabelecimento que vende mais barato fica menos prestigiado. O ideal é ficar de olho nas pesquisas do Procon-AM”, disse.

O consumidor que identificar preços exorbitantes nos preços da cesta natalina pode entrar em contato pelo número 0800-092-1512, (92) 3215-4012, (92) 3215-4015 e (92) 3215-4009. Além disso, pode entrar em contato com o Procon-AM nas redes sociais.

Foto: Reprodução

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