Brasil – Solange Bezerra, mãe da influenciadora digital Deolane Bezerra, continua presa sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro de jogos de azar. No entanto, uma nova acusação ganhou destaque na decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Herman Benjamin, que manteve a prisão da produtora de conteúdo de 55 anos: tráfico de drogas.
“Diferentemente do que está na impetração, a paciente não está presa porque fez uma transferência bancária. Está presa, sim, porque é suspeita de uma gama de práticas ilícitas, que vão desde o tráfico ilícito de entorpecentes, passando pela exploração de jogos ilícitos e culminando na lavagem de dinheiro”, escreveu o ministro em sua decisão desta semana.

A reportagem apurou que a relação de Solange Bezerra com o tráfico de drogas foi pouco mencionada nas 389 páginas que compõem a representação que embasou sua prisão e a de Deolane Bezerra, ocorrida em 4 de setembro, em uma operação da Polícia Civil de Pernambuco. Esse documento serve como um relatório explicativo para o juiz sobre o inquérito policial.
Ligação com o tráfico
A investigação menciona Solange em um organograma criado pelo delegado Paulo Gustavo, da Polícia Civil de Pernambuco, onde seu nome aparece vinculado ao termo “tráfico de drogas”. Além disso, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) cita Solange como envolvida em “atividades relacionadas ao tráfico de drogas e sonegação fiscal”, embora os detalhes dessas acusações ainda sejam vagos.
Um caso que ganhou notoriedade envolve a apreensão de um carro em nome de Solange em 2017, quando ela e outra filha, Dayane Bezerra, foram associadas ao tráfico de drogas. Esse veículo foi apreendido durante uma operação policial, mas a Polícia Civil não esclareceu totalmente se esse fato tem relação com as investigações atuais que levaram à prisão de Solange e Deolane.
Histórico familiar
A investigação também fez referência ao ex-genro de Solange, Jamiriton Marchiori Calmon, mais conhecido como Jamir, preso em 2017 durante a megaoperação Brabo, da Polícia Federal, que desmantelou uma quadrilha de tráfico internacional de cocaína. O grupo tinha conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e até a Máfia dos Bálcãs, da Europa Oriental. Na época, Deolane ainda não era a influenciadora de renome que é hoje, com mais de 20 milhões de seguidores.
Jamir foi apontado pela PF como braço direito de Ronaldo Bernardo, conhecido como Roni, um dos líderes da quadrilha desarticulada na operação. Esse histórico familiar contribui para as suspeitas sobre Solange Bezerra.
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