Manaus (AM) – Um filiado do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) pediu ao Ministério Público Eleitoral (MPE) a anulação da convenção da Federação PSDB-Cidadania que homologou, na segunda-feira (27), a candidatura à reeleição do senador Plínio Valério (PSDB-AM) ao Senado Federal. Na petição encaminhada ao Procurador-Chefe do MPE no Amazonas, Cristóvam Luiz Martins Carlos afirma que foi impedido de disputar a indicação do partido por supostas irregularidades internas e falta de transparência da direção estadual.
Segundo o documento, Cristóvam pretendia concorrer a uma das vagas ao Senado pela federação, mas alega que não recebeu informações sobre o calendário das convenções nem acesso a documentos internos, como a relação das Comissões Provisórias Municipais. Para o filiado, a omissão comprometeu seu direito de participar do processo de escolha dos candidatos.
A petição também sustenta que o PSDB no Amazonas enfrenta dificuldades para organizar seu processo interno e reunir lideranças, cenário que, segundo Cristóvam, deixava abertas as vagas destinadas à disputa do Senado. O requerimento afirma ainda que sua intenção de disputar o cargo era de conhecimento da direção estadual e nacional do partido desde maio de 2026, quando participou de um evento realizado na sede da legenda com a presença do secretário regional Virgílio Melo.

Convenção homologou candidatura
Enquanto o pedido aguarda análise do Ministério Público Eleitoral, a Federação PSDB-Cidadania homologou a candidatura de Plínio Valério à reeleição ao Senado. A chapa foi formada com Grace Kelly Gonçalves Barbosa, primeira-dama de Tefé, como primeira suplente, e Judite da Silva Pinho, vice-presidente do PSDB Amazonas, como segunda suplente.
Após a convenção, Plínio afirmou que recebeu a homologação “com muita gratidão e com a consciência tranquila de quem trabalhou pelo Amazonas todos os dias” e disse que pretende seguir defendendo pautas como a BR-319, a Zona Franca de Manaus, os municípios do interior e as comunidades indígenas.
Na petição, Cristóvam cita as Resoluções nº 23.754/2026 e nº 23.749/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para sustentar que precisava conhecer o calendário das convenções e exercer seu direito de disputar a indicação partidária. Ao final, pede que o Ministério Público Eleitoral apure as supostas irregularidades e adote as medidas cabíveis para garantir seus direitos políticos.






