Manaus (AM) – O senador Flávio Bolsonaro (PL) teria participado de uma festa em uma lancha com empresários ligados à negociação da vacina Covaxin durante a pandemia de Covid-19. O encontro ocorreu em 17 de julho de 2020, no Lago Paranoá, em Brasília, e teria reunido também três garotas de programa. As informações são de reportagem da revista piauí, publicada em 21 de outubro de 2026.
Segundo a revista, estavam presentes Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, e Danilo Berndt Trento, ligado à empresa, que intermediou negociações para fornecer a vacina ao Ministério da Saúde durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). A publicação afirma que Trento teria dado um relógio Rolex ao senador ao fim do passeio.
A reportagem também relata que, cerca de três meses depois, Flávio teria ajudado a organizar uma reunião entre Maximiano e Gustavo Montezano, então presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para discutir financiamento de um empreendimento de telecomunicações.
Empresários foram citados na CPI da Covid
O relatório final da CPI da Covid, concluído em outubro de 2021, apontou suspeitas de irregularidades no contrato de compra da Covaxin, avaliado em R$ 1,614 bilhão. Entre os pontos examinados estavam possíveis problemas em documentos, uma tentativa de cobrança antecipada por meio de uma empresa de Singapura e uma garantia financeira apresentada pelo FIB Bank, que não era um banco.
Maximiano e Trento também foram citados nas apurações sobre a compra de testes rápidos para detectar a Covid-19. Segundo o relatório, mensagens analisadas pela comissão indicaram contatos entre os dois, outros intermediários e Roberto Ferreira Dias, então diretor de Logística do Ministério da Saúde, em torno da contratação dos produtos.
A CPI também analisou movimentações financeiras da Primarcial, empresa ligada a Trento, que somaram mais de R$ 24 milhões, além de transferências com empresas relacionadas a Maximiano. Convocado a depor, Trento permaneceu em silêncio quando questionado sobre transações bancárias e vínculos empresariais.
A piauí afirma ter reconstruído o episódio da lancha a partir de registros de voos, documentos, entrevistas e relatos de uma pessoa que teria estado no local. Até o fechamento das informações utilizadas no texto-base, Flávio Bolsonaro não havia se manifestado especificamente sobre o conteúdo publicado pela revista.






