(Foto: Divulgação/PF)
O ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) deixou o complexo penitenciário da Mata Escura, em Salvador, no início da tarde desta quarta-feira (15) e vai pena em prisão domiciliar. Imagens da TV Bahia, afiliada da TV Globo, mostraram o ex-ministro deixando o presídio em um carro cinza na companhia de seu advogado.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, acatou pedido da defesa de Geddel para conversão da pena em prisão domiciliar por causa da pandemia do novo coronavírus. A autorização acontece após a morte do ex-deputado Nelson Meurer, primeiro político condenado na operação Lava Jato.
A decisão saiu na noite desta terça-feira (14), favorável à Geddel, devido ao “agravamento do estado geral de saúde do requerente, com risco real de morte reconhecido”. O ex-ministro está no grupo de risco por ter mais de 60 anos e possuir comorbidades (hipertensão). Na semana passada ele teve resultado positivo para covid-19, mas uma contraprova dias depois apontou resultado negativo.
Geddel terá que usar tornozeleira eletrônica e ficará em prisão domiciliar até que a recomendação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) sobre o cumprimento de penas durante a pandemia perca a validade.
Ministro de Lula e Temer
Geddel foi ministro da Integração Nacional no governo Lula (PT) e da Secretaria de Governo da gestão Michel Temer (MDB).
Em julho de 2017, ele foi preso preventivamente após a Polícia Federal apreender aproximadamente R$ 51 milhões em dinheiro em um apartamento em Salvador, no caso que ficou conhecido como “bunker”.
Em 2019, ele foi sentenciado a 14 anos de prisão por suposta associação criminosa e lavagem de dinheiro pela Segunda Turma do STF.
Com informações do Uol






