Geraldo Alckmin é escalado para atrair público evangélico

De acordo com uma pesquisa do Ipec divulgada em março, a desaprovação do governo é mais alta entre os evangélicos do que na população em geral
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(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O Governo de Lula pretende se aproximar do segmento evangélico, que representa cerca de 1/4 da população brasileira e tem uma avaliação negativa das ações do presidente. Para tentar resolver essa questão, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, será escalado para participar de eventos e se encontrar com líderes religiosos de forma regular.

O público evangélico, que foi um ponto de destaque durante a campanha de 2022, receberam somente um tratamento protocolar, não recebendo medidas ou estratégias de comunicação específicas para esse segmento. Devido a isso, reflexos negativos são presentes nas pesquisas de avaliação mais recentes e tem causado preocupação no Palácio do Planalto.

Pesquisa do IPEC

Segundo informações de uma pesquisa do Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (IPEC), com resultados divulgados em março, a taxa de desaprovação do governo é mais alta entre os evangélicos do que na população em geral. Somente nesta parcela, 32% consideram a gestão petista ruim ou péssima, enquanto na média geral dos brasileiros esse número é de 24%. Em comparação com os católicos, 45% dos seguidores aprovam o governo e 21% desaprovam.

Ainda durante a campanha, Alckmin buscou estabelecer diálogo com os evangélicos, mesmo sendo católico, o vice-presidente possui credibilidade e acesso a líderes e representantes da classe média evangélica em São Paulo.

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