Manaus (AM) – O ex-vice-governador do Amazonas Henrique Oliveira (PL) questionou, na sexta-feira (7), a estratégia eleitoral do senador Plínio Valério (PSDB) para a disputa pela reeleição ao Senado em 2026. Em entrevista ao Canal da Rosiene Carvalho, Henrique afirmou que a aproximação política de Plínio com Omar Aziz (PSD), candidato ao Governo do Amazonas, poderia dificultar a conquista de votos do eleitorado bolsonarista.
Henrique disse que Plínio estaria tentando permanecer “em cima do muro”, mas destacou que, segundo sua avaliação, o senador já teria dado apoio ao projeto político de Omar. “O Plínio fica ali em cima do muro, mas ele está, já deu apoio ao Omar. O Omar é Lula. O Omar foi o relator da CPI do Covid. Foi ele que praticamente condenou o Bolsonaro. Como é que esse cara, esse Plínio pode ter voto dos bolsonaristas?”, questionou.
A declaração ocorre no contexto da disputa pelas duas vagas do Amazonas no Senado em 2026, enquanto Omar Aziz está colocado na corrida pelo Governo do Estado. O cenário reúne nomes de diferentes grupos políticos, entre eles Eduardo Braga (MDB), Capitão Alberto Neto (PL), Plínio Valério (PSDB) e Wilson Lima (UB), segundo os nomes associados à disputa apresentados no conteúdo analisado.
Henrique aponta risco de divisão dos votos
Ao questionar a estratégia de Plínio, Henrique relacionou a disputa ao comportamento do eleitor em uma eleição para o Senado com duas vagas em jogo. Na avaliação apresentada durante a entrevista, a divisão dos votos entre vários candidatos poderia fazer com que um nome inicialmente considerado menos competitivo terminasse alcançando uma das vagas.
“Só que corre o risco de acontecer o que aconteceu na vez passada por falta de opção: a pessoa vota no A, mas não vota no B, vota no C. O eleitor vota no B e não vota no A, vota no C. E o C, o segundo colocado, o segundo candidato, termina tendo mais voto do que os dois primeiros. Esse é o risco que eu tenho que alertar”, afirmou.
A referência feita por Henrique está relacionada à dinâmica da eleição proporcionalmente majoritária para o Senado, na qual o Amazonas escolherá dois senadores em 2026. Nesse contexto, o ex-vice-governador sustenta que a rejeição ou a ausência de transferência de votos entre candidatos de um mesmo campo político pode alterar o resultado final da disputa.
Henrique também vinculou sua crítica à atuação de Omar Aziz durante a CPI da Covid, instalada pelo Senado em abril de 2021. Nesse ponto, porém, a informação precisa ser corrigida: Aziz presidiu a CPI, enquanto Renan Calheiros foi o relator; portanto, não é correto atribuir a Omar a relatoria da comissão.
A CPI investigou ações e possíveis omissões do governo federal durante a pandemia de Covid-19. Como presidente do colegiado, Omar Aziz conduziu os trabalhos ao lado do vice-presidente Randolfe Rodrigues e do relator Renan Calheiros; posteriormente, Aziz defendeu a aprovação do relatório elaborado por Calheiros.
No Amazonas, a disputa de 2026 ocorre ainda em meio à formação de alianças entre diferentes grupos políticos. O texto analisado informa que o PT Amazonas oficializou apoio à candidatura de Omar Aziz ao Governo do Estado, enquanto a corrida pelas duas cadeiras do Senado reúne candidaturas e articulações de diferentes setores.
A crítica de Henrique, portanto, concentra-se na tentativa atribuída a Plínio Valério de conciliar sua candidatura à reeleição com a aproximação política de Omar Aziz e, simultaneamente, buscar votos do eleitorado identificado com Jair Bolsonaro. “Como é que esse candidato pode ter?”, questionou Henrique ao tratar da possibilidade de Plínio conquistar esse segmento do eleitorado.






