Manacapuru (AM) – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu nesta segunda-feira (27), um homem de 32 anos suspeito de tentar matar a própria companheira, de 37, no município de Manacapuru, interior do Amazonas. O caso é investigado como tentativa de feminicídio e teria ocorrido no dia 19 de abril, após uma sequência de agressões dentro da residência do casal.

De acordo com o relato da mulher à polícia, por volta das 5h da manhã daquele dia, ela dormia em casa quando o suspeito, que seria usuário de drogas, chegou embriagado e alterado. Movido por ciúmes, passou a agredi-la com socos e, em seguida, utilizou um pedaço de madeira para espancá-la.
Após as agressões, ele teria ido dormir. Mesmo ferida, a vítima não acionou a polícia por medo, já que, segundo contou, o relacionamento de dois anos era marcado por humilhações, ameaças e violência constante.

Ainda no mesmo dia, por volta das 16h, o homem voltou a ingerir bebida alcoólica e, já em um local público, desferiu uma facada nas costas da companheira, na região lombar. Testemunhas que presenciaram o ataque intervieram e tentaram contê-lo, mas ele fugiu levando a faca.
A mulher foi socorrida imediatamente e levada ao Hospital Municipal de Manacapuru, onde permaneceu internada por dois dias.
O laudo médico apontou que a vítima sofreu ferimento pérfuro-cortante na região lombar, com grande perda de sangue e risco de atingir órgãos vitais, além de diversos hematomas pelo corpo decorrentes das agressões anteriores. Segundo a polícia, ela só não morreu porque foi atendida rapidamente e teve a hemorragia estancada.
As buscas pelo suspeito começaram logo após o crime, mas ele não foi localizado em flagrante. Após a conclusão dos laudos e o depoimento da vítima, a autoridade policial representou pela prisão preventiva, que foi cumprida na última sexta-feira, na comunidade São João do Meriti, em Manacapuru.
Ele segue custodiado e responderá por tentativa de feminicídio.
Conforme a investigação, este foi o primeiro registro formal feito pela vítima, que nunca havia denunciado o companheiro por medo de represálias.
O suspeito já possui histórico de comportamento agressivo, inclusive contra o próprio pai, um idoso que chegou a registrar ocorrência e obteve medida protetiva contra o filho, embora posteriormente tenha optado por não prestar depoimento.
Em interrogatório, o homem alegou inicialmente que se tratava de uma briga, mas preferiu permanecer em silêncio ao ser ouvido formalmente.
Ele declarou trabalhar como lanterneiro, enquanto a vítima é do lar. O casal vivia em união estável há dois anos e não tinha filhos.
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