Imóveis de Ibaneis Rocha são alvos de busca e apreensão por operação executada pela PF

Ação é executado pelo Grupo Estratégico de Combate aos atos antidemocráticos da Procuradoria-geral da República (PGR)
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(Foto: Cristiano Carvalho/Agência Brasil)

Brasil – A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira (20), busca e apreensão na casa do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. O governador afastado não se encontrava na residência por motivo de viagem.

A operação ocorreu em três lugares: na Residência no Lago Sul, no Palácio do Buriti e no escritório de advocacia no qual Ibaneis atuava como advogado e se afastou para assumir o governo. Com a duração de duas horas, a busca e apreensão foi acompanhada por um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Alberto Toron e Cleber Lopes, advogados de Ibaneis, disseram que consideraram inesperada a ação de busca e apreensão na casa e no antigo escritório e que Ibaneis sempre agiu de maneira a colaborar com as investigações.

A ordem de busca e apreensão foi executado pelo Grupo Estratégico de Combate aos atos antidemocráticos da Procuradoria-geral da República (PGR). Alexandre de Moraes autorizou a operação. O objetivo foi encontrar provas com intuito de instruir o inquérito para apurar condutas de autoridades públicas que tenham se omitido e não impediram os atos do dia 08 de janeiro.

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Defesa do governador afastado do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB), entrega um memorial ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde aponta que houve falha da segurança na Esplanada do Ministérios, que resultou no vandalismo das sedes dos três poderes no último domingo (08).

Conforme documento, obtido pelo jornal Folha de S.Paulo, foi estabelecido “um protocolo de ações integradas, previamente elaborado com a finalidade de promover ações de segurança pública”.

Conforme a defesa, Ibaneis “confiou na execução, ainda com mais razão quando obteve informações de que tudo transcorria de maneira absolutamente tranquila e pacífica”. No planejamento as atribuições eram divididas para os   diversos órgãos do DF.

Ainda de acordo com a defesa, cada órgão saberia a função no plano de contenção de atos golpistas, “fato é que, em algum momento, no plano da execução, o protocolo previamente estabelecido foi inusualmente descumprido, permitindo ou facilitando os inacreditáveis e irremissíveis atos de violência praticados contra os Poderes da República e contra o Estado Democrático de Direito”.

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