Marcelo Amil é desligado do PMN nesta segunda-feira

Marcelo Amil era presidente estadual do PMN. Ele deixou uma carta aberta à imprensa explicando seu desligamento.
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amil deixa o pmn
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Foto: Divulgação

O advogado Marcelo Amil foi desligado nesta segunda-feira (02) do Partido da Mobilização Nacional (PMN). Com isso, ele também perde o cargo de presidente estadual do partido.

Em carta aberta divulgada à imprensa, Marelo Amil disse que a decisão foi baseada em determinadas situações dentro do PMN, entre elas, prestações de contas vencidas e diretórios irregulares.

“Encontrei um partido com prestações de contas vencidas, com contas bancárias encerradas, com diretórios irregulares, sem sede e sem nenhuma relevância na política local. Dediquei meus dias a mudar isso. Construímos diretórios, apresentamos uma alternativa à cidade de Manaus. Apesar dos assédios, conseguimos arregimentar mais de cinquenta pré-candidatos a vereador(a)”, falou Marcelo na carta.

Pré-candidato a prefeito visando as eleições municipais 2020, Marcelo Amil ainda não definiu em qual partido vai se filiar. “Sigo meu caminho defendendo tudo em que sempre acreditei”, disse o advogado.

Confira na íntegra a carta de Marcelo Amil

Por esta carta torno público que não sou mais o presidente estadual do PMN Amazonas.

Em julho de 2019, eu fui chamado à convenção nacional do partido em São Paulo, onde eu sequer era convencional, e recebi do presidente Carlos Massarollo o convite para ser presidente do partido. Aceitei o desafio.

Encontrei um partido com prestações de contas vencidas, com contas bancárias encerradas, com diretórios irregulares, sem sede e sem nenhuma relevância na política local. Dediquei meus dias a mudar isso. Construímos diretórios, apresentamos uma alternativa à cidade de Manaus. Apesar dos assédios, conseguimos arregimentar mais de cinquenta pré-candidatos a vereador(a).

Demos vida ao partido nomeando uma coordenação do PMN Diversidade, fomos pioneiros na luta pelo respeito orientando nossos diretórios a reservar vagas para candidatos LGBTQ+. Inserimos o PMN nas comunidades através da criação de zonais. Iniciamos a realização de cursos de formação política para nossos militantes nas comunidades. Criamos um webprograma exclusivo para divulgar o partido. Já tínhamos datas para nomear a coordenação de mulheres e o PMN jovem. Colocamos o PMN no centro do debate político sobre a sucessão à Prefeitura de Manaus. Transformamos o PMN num partido de verdade.

Desde o mês de janeiro, eu venho recebendo pressões para receber no partido um grupo ligado ao ex-governador Amazonino Mendes. Recusei-me. Conversei, por ordem do presidente nacional, com pessoas desse grupo. Ouvi deles que seria passado um trator por cima de mim. Eu disse que esperaria o trator porque quis acreditar que o estatuto do partido seria respeitado, que um partido estatutariamente socialista não se renderia a qualquer coisa que não fosse sua ideologia. Infelizmente, eu estava enganado.

Na manhã de ontem (1º), eu fui surpreendido com a desativação do diretório que eu presidia, e hoje visualizei no site do TRE a nomeação de uma nova direção. Lamento que o presidente Massarollo, que me pediu pra ir à SP onde me convidou a presidir o partido, não tenha tido a hombridade de me telefonar para dizer que eu não seria mais presidente. Minha gestão iria em tese até maio de 2020.

Infelizmente, o trator do atraso passou por cima das flores do futuro. Sigo meu caminho defendendo tudo em que sempre acreditei. Me alegra saber que a esmagadora maioria dos companheiros que fiz no PMN se dispôs a continuar na caminhada, pois quem mudou não fomos nós, foi o PMN. Agradeço a todos os apoiadores e, principalmente, aos jornalistas que sempre abriram o espaço para o debate saudável de temas relevantes a nossa sociedade.

Da Redação com informações da Assessoria

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