Maria do Carmo deve depor sobre vídeo sobre imagem da filha de Omar Aziz

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A ex-candidata ao Governo do Amazonas é investigada em caso envolvendo vídeos divulgados durante a campanha eleitoral (Reprodução)

Manaus (AM) – A ex-candidata ao Governo do Amazonas Maria do Carmo Seffair (PL) deve prestar depoimento nesta terça-feira, 3, na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), em Manaus. Ela deverá responder sobre a divulgação de vídeos durante a campanha eleitoral de 2026 que utilizaram a imagem da filha adolescente do governador eleito Omar Aziz (PSD) e associaram o senador a acusações de pedofilia.

A investigação da Polícia Civil do Amazonas busca identificar quem participou da produção e divulgação dos conteúdos, que circularam durante o segundo turno das eleições. A apuração também envolve profissionais que integraram a equipe de marketing da campanha de Maria do Carmo.

O caso ganhou novos desdobramentos na quinta-feira, 29, quando policiais civis realizaram buscas em endereços ligados a integrantes da equipe de campanha da ex-candidata, em Manaus e São Paulo. Entre os alvos estavam o jornalista Jefferson Coronel, em Manaus, e o publicitário George Wilde, em São Paulo.

Comparecimento anterior e decisão judicial

Maria do Carmo também compareceu espontaneamente à DEPCA em 29 de outubro, quando prestou esclarecimentos às autoridades e ofereceu entregar seus aparelhos eletrônicos para serem entregues à Justiça. A informação consta na decisão da desembargadora Onilza Abreu Gerth, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), que suspendeu a busca na residência da empresária.

A decisão foi concedida na sexta-feira, 30, após a defesa apresentar um pedido à Justiça para contestar a ordem de busca e apreensão. A magistrada considerou, entre outros pontos, que a apresentação voluntária da ex-candidata à delegacia e a disposição de entregar os equipamentos precisavam ser consideradas na avaliação da necessidade da medida.

A defesa também argumentou que não havia recebido acesso à íntegra da decisão que autorizou a busca. Outro ponto apresentado foi a condição de advogada de Maria do Carmo, que possui proteção legal específica para o local de trabalho e os instrumentos utilizados no exercício da profissão.

Com a decisão, ficaram suspensas a busca na residência da ex-candidata e a apreensão de seu celular. A desembargadora também determinou que fossem apresentados esclarecimentos sobre os motivos que levaram à autorização da medida.

A suspensão da busca, entretanto, não encerrou a investigação da DEPCA. A Polícia Civil continua apurando a produção e a circulação dos vídeos, além da possível participação de pessoas envolvidas na elaboração e divulgação do material durante a campanha eleitoral.

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