Médico com corona relata medo e alívio com cloroquina: ‘Medicação certa’

O médico, que atua na Prevent Senior e ficou internado na unidade Paraíso do Hospital Santa Maggiore, criticou declaração do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que chamou a covid-19 de uma "gripezinha": "Visão muito limitada".
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Imagem: Arquivo Pessoal

Um dos casos confirmados de coronavírus na capital paulista, o cardiologista Felipe Santos, 31, está em casa há uma semana, mas passou seis dias internado —dois deles na UTI— com quadro grave de falta de ar, tosse, dor no corpo e febre. Ele relatou a melhoria nos sintomas após os médicos, atendendo a um pedido seu, começarem a ministrar cloroquina combinada com azitromicina (antibiótico).

O uso da cloroquina, empregado no combate ao lúpus e artrite reumatoide, no tratamento contra o coronavírus vem sendo amplamente discutido em todo o mundo. Ministério da Saúde anunciou que vai liberar a partir de amanhã 3,4 milhões de unidades do medicamento para serem usados em pacientes graves do novo coronavírus. Testes clínicos será feitos no Brasil com cerca de mil pacientes.

O médico, que atua na Prevent Senior e ficou internado na unidade Paraíso do Hospital Santa Maggiore, criticou declaração do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que chamou a covid-19 de uma “gripezinha”: “Visão muito limitada”.

“Desde o dia 10 me sentia como se tivesse um resfriado. No dia 13, comecei a ficar mais cansado. Achei que fosse só o reflexo de uma semana pesada de trabalho —sou cardiologista e trabalho muito. Mas foi aparecendo uma dor forte no corpo, na lombar, e um pouco de tosse.

No dia 15, foi bem difícil, porque pioraram os sintomas. Comecei a ter muita falta de ar. Era um dia de plantão e, antes de os colaboradores entrarem no trabalho, são obrigados a fazer uma triagem por conta dessa pandemia. Detectaram baixa saturação [células com quantidade de oxigênio abaixo do normal, característica de doença pulmonar] e febre em mim.

Fui logo fazer o teste contra a covid, com o suabe [espécie de cotonete para colher material da mucosa do nariz e garganta], que só ficaria pronto em 48 horas, e uma tomografia de tórax. Esse exame indicou uma pneumonia viral. Fui internado na UTI, onde fiquei por dois dias. Depois, mais quatro dias na enfermaria.

Durante a internação, fui procurar informações sobre a covid e os estudos que saíram da França, da Itália. Já estavam falando sobre a hidroxicloroquina.

UOL

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