Na última quarta-feira (21), por volta das 8h30, em um distrito da cidade baiana de Feira de Santana, um menino de 11 anos, identificado como Kaíque Soares Queiroz, foi assassinado com golpes de foice na cabeça.
De acordo com informações do delegado Felipe Ghiraldelli (responsável pelas investigações), o crime ocorreu durante um assalto. O garoto foi morto em uma fazenda na localidade de Água Grande, situada no distrito Maria Quitéria. O delegado disse ainda que na ação criminosa um celular e uma carteira, com cerca de R$ 300, que estavam com a criança, foram levados.
Pouco antes do crime, segundo o delegado, o garoto havia saído de casa com o objetivo de procurar algumas cabras que seriam de alguns dos familiares dele.
O corpo da criança foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) da região. Não há informações sobre o enterro e a polícia segue investigando o caso, na tentativa de encontrar o autor do assassinato.
A família falou sobre a dor e cobrou justiça. O suspeito do crime é procurado pela polícia.
” Meu menino tinha um futuro lindo, você não imagina o que ela era mim e foi tirado. Eu só peço isso, só isso: Justiça”, contou William Queiroz, pai de Kaique.
Pouco antes do crime, o garoto havia saído de casa com o objetivo de procurar algumas ovelhas que seriam de alguns dos parentes dele. Ele estava no matagal com um aparelho celular e com a certeira, e não apareceu mais até ser achado morto.
“Ele saiu para procurar umas ovelhas que fugiram na roça e esse cidadão, monstro, pegou o meu filho para tomar o celular da mão dele e atacou meu filho”, disse o pai da vítima.
O suspeito do crime, que tem 20 anos e mora em um imóvel vizinho a da vítima, saiu de casa no mesmo horário que o garoto para capinar um terreno.
Antes do corpo de Kaíque ser encontrado, ele teria chegado a ir em casa, com as roupas sujas de sangue e com R$ 300 além do celular que não era dele, mas fugiu ao ser interrogado por familiares. Ainda de acordo com a polícia, o suspeito tem passagens pela polícia por furto e roubo e estava preso na Mata Escura, de onde saiu há três meses.
“Vai ser comparado o sangue que foi localizado naquela roupa com o sangue da vítima, do menino de 11 anos. Um parente desse suspeito começou a questionar o suspeito sobre a origem do celular e da quantia dos R$300 que estava com ele. Ele não quis dizer qual a origem e se negava, dizendo que tinha achado no matagal”, contou o delegado Felipe.
Com informações do G1 Bahia
Foto: Divulgação
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