Manaus – O assassinato do bailarino e coreógrafo Flávio do Nascimento Soares, de 55 anos, ainda é considerado um mistério. Morto em janeiro de 2020, ele deixou um vazio no coração de familiares e amigos que, após um ano do crime, cobram por justiça e a prisão dos responsáveis por executarem o artista.
A morte de Flávio Soares completou um ano no dia 11 de janeiro de 2021. Os familiares reuniram e fizeram uma celebração no Santuário de Nossa Senhora Aparecida pela memória do bailarino, que também trabalhava como personal trainer.
O coreógrafo Elifas Matos, amigo do artista, contou ao Portal Tucumã o dia que conheceu Flávio Soares. Ambos trabalharam juntos na arte e na educação física.
“Conheci ele (Flávio Soares) em 1990. Eu sempre o admirei, mas quando fomos trabalhar juntos e essa admiração só aumentou. E claro, a gente se tornou grandes amigos. Às vezes me pego pensando nele e a ficha não caiu pra mim ele está viajando e a qualquer momento vai chegar”, disse.
Elifas cobrou a investigação da polícia e ressaltou que o amigo não tinha problema com ninguém.
“Até onde sei, o Flávio não tinha desavença com ninguém. É muito ruim a forma que ele foi tirado da gente, teria que ter mais investigação. Ele era um exemplo de líder, professor e bastante genioso. Faz muita falta”, reitera.

Regina Guedes, prima do bailarino, também pediu justiça e cobrou respostas da polícia. “Até agora não temos nada de resposta pra esse crime. A justiça dos homens é falha, mas a justiça de Deus é certa. Nosso querido Flávio jamais será esquecido”, explica.
Relembre o caso
Flávio foi morto com um tiro na nuca na madrugada do dia 11 de janeiro de 2020, em um posto de combustível localizado na avenida Belo Horizonte, bairro Aleixo, zona Sul da capital.
Ele vinha de uma festa com os amigos e parou no estabelecimento para abastecer o carro. O bailarino foi cercado por homens não identificados que chegaram em um veículo modelo Gol Volkswagen, de cor preta, e atiraram contra ele.
O artista não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A polícia levantou a hipótese de um latrocínio, mas ele estava sem objetos de valor e havia deixado o seu celular em casa.
Flávio Soares iniciou sua carreira na dança aos 18 anos de idade com a professora Rosiman Monteverede. Logo em seguida ele passou a integrar o Grupo Espaço da Dança do Amazonas (Gedam), coordenado por Conceição Souza.
Em 1998, Flávio fez audição para o Corpo de Dança do Amazonas (CDA), na época, dirigida por Joffre Santos, e ficou até 2010. Em 2013 passou a integrar o Balé Folclórico do Amazonas, onde ficou até o início de 2020.
Ao lado de Conceição Souza, ele assinou o espetáculo “A Dança do Sol” em 2017. Na reta final de 2019, Flávio acompanhou a companhia em viagens para o interior do Amazonas, levando espetáculos do grupo e realizando oficinas de dança nos municípios Nova Olinda do Norte, Borba e Autazes.
Esclarecimentos
O Portal Tucumã entrou em contato com a Polícia Civil do Amazonas (PCAM) cobrando esclarecimentos sobre o inquérito que apura a morte de Flávio Soares.
Em nota, a PCAM alegou que foi finalizado em fevereiro de 2020 e entregue ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) no mesmo ano.
O delegado Antônio Cláudio Teixeira, adjunto da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), está no apoio da investigação da morte de Flávio Soares.
A reportagem também entrou em contato com o TJAM para saber mais detalhes sobre o assunto. Os autos do tribunal constam que não foi possível identificar a pessoa que matou Flávio Soares e pediu mais informações da DEHS para ajudar na procura do responsável pelo crime.
Foto: Divulgação/SEC
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