O Museu da Língua Portuguesa causou polêmica ao adotar uma escrita de nicho LGBT que torna palavras “sem gênero” em seus perfis nas redes sociais. Em 12 de julho, uma Instituição fez um post em que aparece escrito o termo “todes”, inexistente nas normas oficiais e da história do idioma português.
Confira postagem na íntegra:
NOVA MARCA DO MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA
— Museu da Língua Portuguesa (@MuseudaLingua) July 12, 2021
Nesta nova fase do MLP, a vírgula – uma pausa ligeira, respiro – representa o recomeço de um espaço aberto à reflexão, inclusão e um chamamento para todas, todos e todes os falantes, ou não, do nosso idioma: venham, voltamos! #31JulhoMLP pic.twitter.com/5fMXTlBIJI
A escolha do uso do termo ‘Todes’ gerou uma onda de críticas severas e quase nenhum elogio, presentes na própria postagem do Museu.
Confira algumas respostas:
Museu da Língua Portuguesa? Ah, tenham paciência! Quem escreveu esse achincalhe?
— Fábio Talhari 🇧🇷🇯🇵🇮🇹♌ (@FabioTalhari) July 22, 2021
Todes e Nescaus
— Paulo (@paulocnf) July 22, 2021
Todes é uma agressão à nossa língua
— Priscila ✨ (@priscilapprrii) July 22, 2021
Todes? Procurei aqui no dicionário e não achei essa palavra, inclusive o corretor sugeriu todos ou todas.
— Rafaell (@rafael_fr2) July 22, 2021
Mudança em idioma tem q ser uma coisa natural e orgânica, não pode ser imposta e forçada. Talvez um dia esse "todes" será incorporado naturalmente, mas hj é só gíria de uma bolha. Hj "todes" não existe no nosso idioma.
— Si Maccari (@simacari) July 22, 2021
Que nessa pausa não percam o sentido de responsabilidade comum em relação ao idioma! Não sirvam a projetos de poder por meio do domínio da linguagem e, logo, do pensamento e de sua expressão. O idioma é de todos e não pode se submeter a grupo políticos e ideológicos.
— PERCIVAL PUGGINA (@PERCIVALPUGGINA) July 22, 2021
Acha um “todes” nessa obra aqui! pic.twitter.com/yuHt3nPXBR
— Rodrigo Favoreto (@rgfavoreto) July 23, 2021
Resposta do Museu da Língua Portuguesa
“Desde sua fundação, em 2006, o Museu da Língua Portuguesa se propôs a ser um espaço para a discussão do idioma, suas variações e mudanças incorporadas ao longo do tempo. Sempre na perspectiva de valorizar os falares do cotidiano e observar como eles se relacionam com aspectos socioculturais, sem a pretensão de atuar como instância normatizadora. Nesse sentido, o Museu está aberto a debater todas as questões relacionadas à língua portuguesa, incluindo a linguagem neutra, cuja discussão toca aspectos importantes sobre cidadania, inclusão e diversidade”, disse o museu em nota.
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