Novo líder Supremo do Irã é escolhido, mas nome não é divulgado

Trump diz que o próximo líder do Irã não vai durar muito sem a sua aprovação
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Mundo – A Assembleia de Especialistas do Irã informou que já definiu quem será o novo líder supremo do país. O nome escolhido, no entanto, ainda não foi divulgado oficialmente. A decisão foi confirmada por Mohsen Heidari Alekasir, integrante do colegiado e representante da província de Khuzistão.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (8) que o próximo líder supremo do Irã “não vai durar muito” se Teerã não obtiver sua aprovação. “Ele vai ter que obter nossa aprovação”, disse Trump ao canal ABC News. “Se ele não obtiver nossa aprovação, não vai durar muito”.

Já o ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou neste domingo (8) que cabe ao povo iraniano, e não ao presidente dos Estados Unidos, escolher o novo líder do país. O chanceler também exigiu um pedido de desculpas do presidente americano por, segundo ele, ter iniciado a guerra no Oriente Médio.

“Não permitimos que ninguém interfira em nossos assuntos internos. É responsabilidade do povo iraniano escolher seu novo líder”, declarou Abbas Araghchi no programa “Meet the Press”, do canal NBC, depois que Trump afirmou que deveria participar da escolha do próximo líder supremo do Irã.

Segundo Alekasir, a escolha foi aprovada pela maioria dos membros da assembleia, formada por 88 religiosos responsáveis pela definição do cargo. Ele afirmou que, por causa das circunstâncias atuais, não foi possível realizar uma reunião presencial para deliberar sobre a sucessão.

O novo líder substituirá o aiatolá Ali Khamenei, que ocupava o posto havia 36 anos e morreu após ataques atribuídos a Israel e aos Estados Unidos no primeiro dia do conflito entre os países.

Outro integrante da assembleia, Hojjatoleslam Mahmoud Rajabi, afirmou à agência iraniana Mehr que os membros do órgão trabalharam continuamente para chegar à definição do sucessor. De acordo com ele, o anúncio oficial será feito posteriormente pelo Secretariado da Assembleia de Peritos e pela Mesa Diretora.

Durante o processo de sucessão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que gostaria de participar da escolha do novo líder do país. Em entrevista à agência Axios, ele afirmou que deveria estar envolvido na decisão e disse que não aceitaria a possível indicação de Mojtaba Khamenei, filho do líder morto, que vinha sendo apontado como provável sucessor.

A declaração foi respondida pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi. Em entrevista à rede NBC News, ele afirmou que a escolha do líder supremo é um assunto interno do país e que não haverá interferência externa no processo.

Enquanto isso, autoridades israelenses também se manifestaram sobre a sucessão. Na última quarta-feira (4), o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o próximo líder supremo do Irã será alvo de eliminação, independentemente de sua identidade ou localização.

O cargo de líder supremo representa a posição mais alta da estrutura política da República Islâmica do Irã. Além de influenciar os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o posto tem ligação direta com o Conselho dos Guardiões, órgão composto por seis integrantes indicados pelo líder supremo e outros seis escolhidos pelo Parlamento.

A escolha do ocupante do cargo é responsabilidade da Assembleia dos Especialistas, formada por 88 religiosos eleitos por voto popular. Apesar de o mandato ser vitalício, o colegiado possui autoridade para destituir o líder caso considere necessário.

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