Brasil – O perito criminal Luiz Carlos Leal Prestes declarou nesta sexta-feira (29), durante depoimento no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, que o menino Henry Borel sofreu uma morte considerada “lenta e agônica”. Segundo o especialista, a criança foi submetida a agressões contínuas que resultaram em múltiplas lesões, levando-a a sentir dor intensa antes de perder a consciência.
A perícia apontou que Henry apresentava ao menos 23 ferimentos distribuídos pelo corpo, a maioria causada em um intervalo de cerca de quatro horas.
Entre os danos mais graves estava uma laceração no fígado, provocada por forte impacto, que ocasionou hemorragia interna responsável por 20% a 40% do preenchimento da cavidade abdominal.
Além disso, foram identificadas lesões nos rins, pulmões e cabeça, quadro compatível com tortura.
Durante o depoimento, o perito contestou as principais teses da defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o ex-vereador conhecido como Jairinho. Ele afirmou que os ferimentos não poderiam ter sido provocados por uma queda acidental da cama, como alegado, já que atingiram órgãos internos protegidos.
Também refutou a hipótese de erro médico, esclarecendo que Henry chegou sem vida ao hospital Barra D’Or, não havendo influência dos procedimentos de reanimação.
O testemunho ocorreu no quinto dia de julgamento, em que Jairinho e a mãe do menino, Monique Medeiros, respondem por homicídio triplamente qualificado e tortura.
As conclusões da perícia reforçam a acusação de que Henry foi vítima de violência prolongada, afastando as versões apresentadas pela defesa.
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