MANAUS (AM) – A estudante Karoline Guimarães, de 23 anos, foi presa nesta sábado (19), em cumprimento a mandado de prisão, por espancar o próprio filho, Anthony Guimarães Girão, que tinha 2 anos. A vítima não resistiu as agressões e veio a falecer.
A prisão ocorreu durante a Operação Anthony, deflagrada pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), coordenada pela delegada plantonista Patrícia Santos.
Veja o momento da prisão:
Veja a chegada da jovem na Depca:
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Agressão e morte da vítima
No último dia 10 deste mês, a jovem desferiu vários golpes de ripa no filho, após a criança ter quebrado as maquiagens da genitora, no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste da capital.
A vítima chegou a ser levada por Karoline ao Hospital e Pronto Socorro (HPS) Platão Araújo, na Zona Leste, apresentando febre, vômito e respiração fraca.
Na unidade hospitalar os médicos notaram marcas de agressão no corpo do pequeno e acionaram a polícia da 30 Companhia Interativa Comunitária (Cicom).
No dia 12 de março, após ser internada, a criança não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.
Prisão decretada
Na última quinta-feira (17), a agressora teve a prisão decretada, por maus tratos, pelo juiz Eliezer Fernandes Júnior, do plantão criminal do Tribunal de Justiça do Estado (TJAM).
A decisão do magistrado foi em consonância com o parecer do Ministério Público do Amazonas (MPAM), e atendeu a uma representação formulada, na quarta-feira (16), pela delegada plantonista da DEPCA.
Parecer favorável
Ouvido sobre o pedido formulado pela DEPCA, o Ministério Público considerou estarem presentes os requisitos da decretação da prisão preventiva da investigada.
“Notadamente quanto aos indícios contundentes de autoria e prova da existência do delito, tendo em vista os relatos colhidos pela autoridade policial, bem como pelos demais elementos de prova acostados à representação. Verifico que a representada confessou que agrediu fisicamente seu filho utilizando um pedaço de madeira, o que resultou a morte do mesmo”, registrou o promotor de justiça plantonista.
Conforme o magistrado, a prisão da mulher é imprescindível para viabilizar o prosseguimento da investigação, bem como para assegurar a ordem pública.
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