Manaus – O Portal Tucumã teve o privilégio de receber na última segunda-feira (9) o professor de biologia Mário Silva. Com mais 30 anos de experiência em pré-vestibulares, especialista em ciências biológicas, entusiasta de um método de ensino dinâmico e participativo, o professor deu várias dicas muito preciosas de organização e de estudo eficiente para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
O professor de Biologia começou sua participação dando uma mensagem aos pais e aos alunos sobre a questão vocacional. Mário observou que essa época de vestibulares ocasionalmente geram um clima de ansiedade, que acaba surgindo por conta da pressão familiar e a falta de experiência sobre a realidade dos cursos e das profissões.
“Não coloque em seu filho um sonho frustrado do passado, deixe seu filho fazer aquilo que irá fazê-lo feliz. Muitos acabam sendo seduzidos pelos mitos da remuneração de certas áreas, mas não levam em consideração a questão da responsabilidade exigida e o tempo dedicado. Muitos profissionais das áreas médicas, por exemplo, acabam não tendo tempo pro lazer ou trabalham em turnos muito pesados (…) Se você for bom no que faz, você será bem remunerado independe da área”, declarou.
O professor admitiu ter largado o curso de medicina para se dedicar à licenciatura e não se arrepende. “Estar presente na sala de aula me deixa jovem! Eu tenho prazer em ensinar e me sinto muito satisfeito com o reconhecimento dos meus alunos que hoje são profissionais em diversas áreas!”, declarou.
Mário conta que algo parecido aconteceu com sua filha, que queria cursar odontologia, mas que, segundo o professor, tinha vocação para letras e direito. A jovem acabou chegando na metade do curso de odontologia e acabou frustrada, procurando depois as áreas na qual se sentia feliz.
Perguntado no chat do Instagram sobre temas recorrentes da biologia no ENEM, como genética, ecologia, humanidade e meio-ambiente, citologia, fisiologia comparada, o professor respondeu como estas são cobradas no Enem.
“Meus chub-chubs” – como Mario chama carinhosamente os alunos – “a ecologia está em evidência, compõe de 60% a 70% do assunto cobrado na parte de biologia na prova do ENEM porque envolve do meio-ambiente os aspectos físicos e químicos. A genética também está em evidência, a astrobiologia está em evidência, teoria da evolução em contraste com a parte espiritual e religiosa humana está em evidência, e tudo que a mídia tem tratado pode ser assunto de questão”.
Exemplos
Mário dá um exemplo de como estudar de forma contextualizada usando a pandemia viral do coronavírus. “Primeiro, no livro de Biologia, você vai procurar o que é um vírus, como ele é estruturado, quais seus mecanismos de multiplicação e as curiosidades que estão acerca deste assunto. Só nessa primeira parte, você aprendeu o conhecimento técnico.”, revelou.
“Depois, você vai buscar, por meio da internet, professores e jornais, as contextualizações e buscar responder algumas perguntas: Por que o vírus tem uma maior incidência em determinados países do que outros ? Quais as características biogeográficas e climáticas que podem influenciar a disseminação viral em dadas regiões ? Quais a peculiaridades da variabilidade genética na imunologia natural humana contra o vírus ? São esses tipos de questões que costumam cair”, definiu.
Mário garantiu que desta forma, o aluno não apenas ‘cai no decoreba’, mas verdadeiramente aprende o conteúdo e o guarda para a vida inteira.
“É mais fácil um aluno meu que aprendeu 60% do conteúdo do que um que decorou 100%, passar no Enem. Eu costumo valorizar muito os alunos que perguntam e guardam aquilo que aprendem, que entendem de fato e contextualizam as informações. Quando descobrem que uma informação é importante pra eles até falam ‘Nossa ! Isso aqui é muito top !'”.
O professor admitiu também que gosta dos modelos das questões das provas do ENEM porque elas intercontextualizam diversas áreas do conhecimento, isto é, trabalham temas da biologia junto com temas da física, química, matemática, atualidades e afins.
“É um modelo que trabalha muito a capacidade interpretativa junto com a informação, não é do tipo de questão ‘decoreba’.
O professor de biologia também falou sobre as novas formas de estudo por meio da internet e como poderia ser utilizada da melhor forma nesse momento de distanciamento social.
“Existem vários profissionais que fazem aula no youtube e muitos deles são muito bons. O meu conselho é que, uma aula gravada, não ultrapasse de 15 a 20 minutos. Depois acaba sendo muito difícil manter o foco do aluno. Eu prefiro, na minha experiência de pandemia, fazer uma aula ao vivo que permita a interação com os alunos. Afinal, nem todos tem a disciplina nem a paciência de um monge pra acompanhar”.
Perdeu essa edição do ‘Fala, Professor’ com a ´participação do Mário Silva ? 😭 Não fique triste !
😉 Assista aqui:
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