Professores da rede municipal de Manaus realizaram na manhã desta quarta-feira (15), um protesto pacífico para chamar atenção das autoridades locais sobre o atraso dos pagamentos referentes a três meses atrás. O manifesto aconteceu por volta das 10h em frente ao Ministério Público do Amazonas (MPAM), localizado na avenida Coronel Teixeira, bairro Nova Esperança, zona Oeste de Manaus.
O protesto foi liderado pela Associação dos Professores de Manaus (Asprom) coordenado pela pedagoga Elma Sampaio. De acordo com ela, os mestres já são concursados da Prefeitura de Manaus, mas o órgão fez um contrato a parte de carga dobrada por conta da pandemia do novo coronavírus. Nesse contrato eles receberiam o valor a parte do que já ganham como concursados, entretanto esse dinheiro até o momento não foi pago.
“Nós estamos aqui para dar apoio a esses professores que estão com a carga dobrada, vários deles estão sem receber. A Secretaria Municipal de Educação (Semed) alega que os salários de quem está em carga dupla não podem ser pagos por conta do decreto da contensão de gastos por conta da pandemia, mas a educação tem um fundo financeiro próprio que é o Fundeb, que garante que os educadores recebam seus salários. Então nós não compreendemos esses atrasos e estamos esperando uma resposta do poder público”, explicou a coordenadora.
O professor Arnaldo Saboia contou da dificuldade em realizar a jornada dupla e ainda sustentar o lar. E ainda citou o drama de colegas que estão vendendo eletrodomésticos de suas casas para comprar comida e pagar as contas.
“Nós só queremos per pagos e não apenas promessas. A secretária da Semed não conversa com nós professores, só fala com a gente por nota. Já recebemos promessa de receber salário atrasado para o dia 30 de junho, 3 de julho, 10 de julho e agora dia 20 de julho e ainda querem pagar parcelado, assim fica difícil pra nós”, desabafou.
Os docentes protocolaram um ofício no site do MPAM, entramos em contato com a assessoria do órgão para saber de que maneira eles podem ajudar os professores, mas até a publicação desta matéria, não recebemos resposta.
Também mandamos a demanda para a assessoria da Prefeitura de Manaus e até as 15h35 desta quarta-feira (15), não recebemos retorno.
Texto: Jhonata Lobato
Imagens: Douglas Benício
Edição: Thiago Eduardo









