Manaus (AM) – As articulações para a disputa ao Senado Federal no Amazonas avançam com a possível escolha do empresário e lobista Alessandro Bronze como primeiro suplente do deputado federal Capitão Alberto Neto (PL). O nome defendido por alas do Partido Liberal (PL) carrega como ponto mais crítico o histórico de um bloqueio judicial de bens. A medida extrema ocorreu no âmbito de uma ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal (MPF) em relação à antiga gestão do Porto de Manaus.
A apuração do MPF sustentou que ativos pertencentes à União, entre os quais trechos do cais flutuante e outros bens da estrutura portuária, teriam sido negociados sem a devida autorização federal. Diante do risco ao patrimônio público, a Justiça Federal determinou o congelamento dos bens dos investigados durante o andamento do processo. Apesar da gravidade do bloqueio, o levantamento das bases públicas indica que não há condenação definitiva transitada em julgado contra Bronze nesse caso.
Atualmente, Alessandro Bronze atua como sócio-administrador da DCBR Participações Ltda. ao lado do empresário Carlos Antônio de Carli Filho, gerindo operações na mesma área portuária. O histórico do cotado a suplente revela dezenas de litígios nas áreas cível, empresarial e administrativa. Essa trajetória contrasta com a postura do seu sócio, que ingressou na sociedade em 2021 e mantém perfil discreto, sem registros de apurações criminais ou improbidade.
Medida cautelar e o impacto na chapa do Partido Liberal
Recentemente, o empresário também obteve vitórias na Justiça, que determinou a exclusão de conteúdos jornalísticos com acusações de suposta articulação política no Governo do Amazonas por ausência de provas. No entanto, a lembrança do bloqueio de patrimônio imposto pela apuração do MPF segue como a mancha mais pesada em seu histórico público. O episódio reaparece com força no momento em que seu nome é projetado para a composição de uma chapa majoritária.






