MANAUS (AM) – O homem apontado como o autor do assassinato da jovem Juliana da Silva Teixeira, de 22 anos, foi executado a tiros no bairro Riacho Doce 1, também na zona norte de Manaus. Conhecido apenas como “Loirinho”, ele foi alvejado com cerca de 14 disparos de arma de fogo.
A confirmação da morte do suspeito ocorre menos de 48 horas após o corpo de Juliana ter sido encontrado em um terreno baldio no Conjunto Manoa, na última sexta-feira(09). Fontes ligadas à investigação indicam que a execução de “Loirinho” teria sido uma represália direta pelo crime cometido contra a jovem.
DINÂMICA DOS FATOS
Segundo informações preliminares, “Loirinho” foi encurralado no Riacho Doce 1, área próxima ao local onde o corpo de Juliana foi desovado. A violência da execução, com mais de uma dezena de disparos, sugere características de “acerto de contas”.
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), agora trabalha com dois inquéritos distintos que se cruzam: o feminicídio de Juliana e o homicídio de seu suposto autor.
RELEMBRE O CASO
Juliana da Silva Teixeira foi encontrada morta na manhã de sexta-feira (9), na Rua Aramari, Conjunto Manoa (Cidade Nova). A vítima estava despida e com uma perfuração no pescoço. Imagens de câmeras de segurança recuperadas pela polícia foram fundamentais para vincular “Loirinho” ao crime. As gravações mostravam a vítima caminhando ao lado dele momentos antes de ser morta. A rápida identificação do suspeito pela população e por grupos locais pode ter precipitado a sua execução antes que as forças de segurança realizassem a prisão oficial.
Embora o principal suspeito da morte de Juliana esteja morto, o caso não é dado como encerrado imediatamente. A DEHS deve realizar a identificação formal de “Loirinho” (nome civil) no Instituto Médico Legal (IML) e investigar a autoria da execução ocorrida no Riacho Doce.
A polícia reforça que a justiça pelas próprias mãos configura crime e pede que qualquer informação sobre os autores dos disparos contra “Loirinho” seja repassada às autoridades.
- Disque-Denúncia: 181
- Plantão DEHS: (92) 3636-2874
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