VÍDEO: Homem esquarteja amigo, cozinha e coloca partes do corpo no liquidificador

O delegado Márcio Almeida, responsável pelo caso, destacou a frieza com que Bruno tratou o corpo da vítima
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(Foto: Reprodução)

Rio de Janeiro (RJ) – Um crime de extrema brutalidade cometido no Morro de São Carlos, na região central do Rio de Janeiro, causou comoção nacional pela crueldade envolvida. Um homem identificado como Bruno Guimarães da Cunha Chagas, de 35 anos, foi preso em flagrante na última quarta-feira (16) após confessar ter matado, esquartejado e cozinhado partes do corpo de Thiago Lourenço Morgado, seu amigo e com quem dividia uma residência. O caso, comparado por internautas aos crimes cometidos pelo serial killer norte-americano Jeffrey Dahmer, chocou até mesmo os investigadores mais experientes da Polícia Civil.

De acordo com informações da 6ª Delegacia de Polícia (Cidade Nova), o assassinato ocorreu no domingo (13), após uma suposta discussão entre os dois homens. Bruno alegou ter sido vítima de abusos sexuais por parte de Thiago e, como reação, o esfaqueou até a morte. Em um ato de extrema violência, ele esquartejou o corpo da vítima e armazenou partes na geladeira e no freezer da casa. Pedaços também foram cozidos e triturados no liquidificador. Parte dos restos mortais foi jogada no vaso sanitário.

O desaparecimento de Thiago levou à investigação que culminou na ida dos agentes ao local, onde foram encontrados fragmentos do corpo. O restante foi recolhido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). A operação foi conduzida pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

O crime ganhou ainda mais repercussão após a circulação de um vídeo nas redes sociais, em que moradores da comunidade confrontam Bruno. Nas imagens, ele admite ter cometido o assassinato e dá sua versão dos fatos, alegando que agiu em resposta a abusos sofridos. O vídeo foi exibido por programas jornalísticos como RJ no Ar e Cidade Alerta RJ, e gerou forte reação pública nas redes sociais.

A polícia, no entanto, investiga a veracidade da alegação de abuso sexual, já que até o momento não há provas concretas que sustentem essa versão.

O delegado Márcio Almeida, responsável pelo caso, destacou a frieza com que Bruno tratou o corpo da vítima. “É um crime que ultrapassa os limites da violência comum. A forma como ele lidou com os restos mortais demonstra um grau elevado de desumanização”, afirmou.

O homem foi autuado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do crime, incluindo a motivação real, o histórico da relação entre os envolvidos e possíveis distúrbios psicológicos do autor confesso.

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