Brasil – Emanuelly Victória Souza Moura, de apenas 6 anos, foi sequestrada, abusada sexualmente e morta na última quarta-feira (27), na Vila Carvalho, Campo Grande (MS). O corpo foi localizado na casa do principal suspeito, enrolado em uma coberta e escondido embaixo da cama.
Imagens de câmeras de segurança mostraram Emanuelly caminhando com o suspeito por volta das 8h30 da manhã de quarta.
O suspeito
O autor do crime foi identificado como Marcos Willian Teixeira Timóteo, de 20 anos, conhecido da família e com extenso histórico de crimes sexuais contra crianças. Ele morreu em confronto com a Polícia Civil, na região da Cachoeira do Inferninho, após atirar contra os agentes do Grupo de Operações e Investigações (GOI). Segundo a polícia, Marcos estava armado e atirou contra os agentes ao ser localizado. Ele foi baleado durante o confronto, socorrido e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Almeida, mas não resistiu.
O passado de Marcos inclui estupros de vulneráveis e até casos de violência doméstica. Em 2019, quando ainda era adolescente, ele foi internado em uma unidade socioeducativa após abusar sexualmente um bebê. Dois anos depois, conseguiu liberdade assistida e voltou a reincidir em crimes semelhantes, mas não chegou a ser localizado pelas autoridades na época.
O acompanhamento de Emanuelly
Documentos apontam que Emanuelly era acompanhada pelo Conselho Tutelar Sul de Campo Grande desde 2020. O último registro oficial data de maio de 2025, quando a menina quebrou o braço em uma situação que levantou suspeita de agressão. Apesar disso, a família negava maus-tratos.
A Secretaria Municipal de Assistência Social informou que a família foi atendida em fevereiro deste ano pelo Cras Guanandi, após encaminhamento do Conselho Tutelar. Na ocasião, foi entregue uma cesta básica, mas outros serviços de apoio social oferecidos foram recusados pela família.
MP apura falhas
Diante do histórico de acompanhamento e da tragédia, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou uma investigação para apurar se houve falha ou omissão do Conselho Tutelar no caso. A apuração busca entender se medidas mais firmes poderiam ter evitado o crime.
Despedida
Emanuelly foi sepultada nesta sexta-feira (29), sob forte comoção de familiares e vizinhos.
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