Mundo – O número de vítimas do terremoto que atingiu Mianmar, Tailândia e China nesta sexta-feira (28) subiu para 144 mortos, segundo atualização das autoridades locais. Mais de 730 pessoas ficaram feridas no desastre, enquanto equipes de resgate trabalham contra o tempo para encontrar sobreviventes sob escombros, principalmente na Tailândia, onde um prédio desabou em Bangkok com 117 pessoas desaparecidas.
Mianmar, país onde foi registrado o epicentro do terremoto de 7.7 graus a apenas 16 km da cidade de Sagaing, concentra os danos mais devastadores. Casas foram destruídas em múltiplas regiões, pontes rompidas isolaram comunidades e um incêndio de grandes proporções atingiu o bairro de Sein Pan. A população enfrenta falta de energia, comunicações cortadas e estradas intransitáveis, com milhares de desabrigados dormindo ao relento sob chuva.
Em Bangkok, capital da Tailândia, a situação permanece crítica após o desabamento de um edifício durante o tremor. Até o momento, 117 pessoas seguem desaparecidas nos destroços, enquanto outras oito mortes foram confirmadas em diferentes pontos da cidade. Helicópteros sobrevoam a área para auxiliar nas operações de busca e resgate.
Na província chinesa de Yunnan, próxima à fronteira com Mianmar, os danos terremoto foram menores mas ainda significativos. A região registrou deslizamentos de terra em zonas rurais, estradas bloqueadas por destroços e equipes médicas foram enviadas para áreas remotas.
A ONU e a Cruz Vermelha já mobilizaram ajuda humanitária para as áreas afetadas, com países vizinhos enviando equipes de busca, kits médicos, alimentos e geradores para restabelecer energia. O terremoto principal foi seguido por 70 réplicas, algumas acima de 5.0 graus, e meteorologistas alertam que novos tremores podem ocorrer nas próximas 48 horas.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram moradores em pânico tentando resgatar pertences em meio às ruínas. Organizações locais recebem doações em dinheiro para compra de água, remédios e barracas. O número de vítimas deve aumentar nas próximas horas, conforme as buscas avançam em áreas isoladas. As operações de resgate enfrentam dificuldades devido aos danos na infraestrutura e às condições climáticas adversas.
Autoridades de saúde alertam para o risco de surtos de doenças em abrigos temporários superlotados, onde muitas famílias estão vivendo em condições precárias. A comunidade internacional acompanha com preocupação a evolução da situação humanitária na região.
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