CPI recua em quebra de sigilo da Jovem Pan, mas mantém ofensiva contra sites

A CPI recuou sobre a rádio Jovem Pan, mas manteve quebra do sigilo bancário dos sites Crítica Nacional, Conexão Política, Brasil Paralelo e Senso Incomum
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CPI recua em quebra de sigilo da Jovem Pan, mas mantém ofensiva contra sites
CPI recua em quebra de sigilo da Jovem Pan, mas mantém ofensiva contra sites

A CPI da Covid do Senado aprovou, nesta terça-feira (3), a quebra do sigilo bancário dos responsáveis pelos sites Crítica Nacional, Conexão Política, Brasil Paralelo e Senso Incomum. As páginas são simpatizantes do governo de Jair Bolsonaro e foram acusadas pelos senadores Humberto Costa (PT-PE) e Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI, de propagarem notícias falsas sobre a pandemia de coronavírus. A comissão, entretanto, retirou de pauta pedido semelhante que havia sido apresentado pelos mesmos senadores e que tinha como alvo a emissora de rádio Jovem Pan.

A requisição da quebra do sigilo da Pan foi protocolada por Costa e Calheiros na sexta-feira (30) e, desde então, motivou críticas entre parlamentares e órgãos de imprensa. Ainda antes do início da sessão desta terça, o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), indicou que retiraria a solicitação de pauta. Ele falou que, em reunião no dia anterior, Calheiros havia dito que havia se arrependido da solicitação.

Mesmo com a retirada do pedido contra a Pan de pauta, o episódio motivou críticas dos senadores que integram a base do governo Bolsonaro. Marcos Rogério (DEM-RO) declarou que “o dano já estava praticado” e criticou os oposicionistas pela redação do requerimento – segundo ele, o pedido foi um “control-C” de outras solicitações. A expressão faz referência ao comando utilizado em computadores para fazer cópia integral de textos. “Apenas retirar o pedido não tira a ofensa que foi feita”, disse.

O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) contestou a CPI pela quebra de sigilo da página Brasil Paralelo. Segundo o parlamentar, o site não tem atuação conectada com temas ligados e que são habitualmente relacionadas a notícias falsas, como críticas ao uso de máscaras e à aplicação de vacinas. Para Girão, o Brasil Paralelo tem uma linha ideológica “conservadora” e não poderia ser punido por isso.

Calheiros atribuiu a proposição a um “equívoco de sua assessoria”. Outros parlamentares, como Jean Paul Prates (PT-RN), expuseram que a CPI tem a preocupação de preservar a liberdade de imprensa, mas que é necessário saber a origem das fontes de financiamento de páginas que, segundo ele, promovem a desinformação na internet.

A CPI tem nesta terça a retomada de suas sessões públicas após o recesso parlamentar. Quem fala à comissão é o líder religioso Amilton Gomes de Paula, conhecido como Reverendo Amilton, que foi apontado como intermediador informal da negociação de vacinas com o Ministério da Saúde.

Com informações via Gazeta do Povo

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