A Justiça Federal de Brasília aceitou denúncia do Ministério Público e tornou Filipe Martins, assessor para assuntos internacionais do governo Bolsonaro, réu por gesto racista.
De acordo com a denúncia do MP, Filipe fez um gesto, em momentos distintos, onde buscou reproduzir as letras “W” e “P”, em referência à expressão “White Power” (“Poder Branco”, em inglês) durante uma sessão do Senado no inicio desse mês.

A denúncia foi aceita pelo juiz federal Marcus Vinicius Reis Bastos, 12ª Vara de Justiça Federal, do Distrito Federal. O assessor foi acusado de “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”, conduta punida com pena de um a três anos de reclusão e multa.
Na época, o advogado de Filipe afirmou que a “história de vida” do assessor “e suas lutas pelas liberdades públicas e pelos direitos fundamentais caminham a seu favor”.
Convidado a depor na CPI da Covid nesta quinta-feira (24) por compor o gabinete paralelo de aconselhamento do presidente da República durante a pandemia, Filipe teve a oitiva adiada pelos senadores, que optaram por ouvir Jurema Werneck, representante do Movimento Alerta e diretora-executiva da Anistia Internacional, e Pedro Hallal, epidemiologista.
Com informações do Congresso em Foco
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