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Gasolina sobe para R$ 6,49 em Manaus e Sindipetro fala em ‘monopólio privado’

A diferença de preços em alguns postos de combustíveis chega a ser de R$ 0,50 por litro, no caso da gasolina
gasolina - postos de combustíveis - Manaus
(Fotos: Jhonata Barros / Portal Tucumã)

Manaus – O preço da gasolina em Manaus amanheceu nesta segunda-feira (8) com um valor mais caro que o convencional. Registro feitos pelo Portal Tucumã dos preços em diversos postos de Manaus mostram que em alguns locais o valor subiu para R$ 5,99. Já em outros o valor é de R$ 6,49 o litro, com uma diferença de R$0,50 entre os preços praticados.

Para o coordenador geral do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Amazonas (Sindpetro/AM) a questão da diferenciação nos preços dos combustíveis se deu pela privatização da única refinaria que tinha no estado

“O que está acontecendo no Amazonas é fruto da venda da única refinaria do estado do Amazonas, da Região Norte, que aconteceu no governo Bolsonaro. A gente, enquanto sindicato, fizemos uma campanha enorme para a não venda da refinaria, fizemos estudos, pesquisas e o que foi constatado é que um dos principais impactos da venda da refinaria seria o monopólio privado e como consequência, o aumento do preço dos combustíveis. Hoje a população amazonense paga a gasolina mais cara do Brasil, paga a botija de gás mais cara do Brasil, porque?: porque a refinaria não pertence mais Petrobras e sim a um grupo privado”, disse Ribeiro.

Alta nos preços

Sobre a alta no preço principalmente da gasolina, o Portal Tucumã procurou a assessoria da Refinaria da Amazônia (Ream) que disse que os postos são independentes e quem responde pelos valores dos combustíveis é um sindicato próprio.

“Sobre a diferença de preço nos postos quem responde é o SindiCombustíveis. A Distribuidora Atem não é proprietária dos postos. Cada posto é independente. A Atem é dona apenas da marca como uma franquia, entende? Por isso, quem responde até pelos postos que levam a bandeira Atem é o SindiCombustíveis.”, disse.

Já o Sindicombustíveis informou, por meio de nota, que o mercado é “livre e competitivo” em todos os seguimentos e cada distribuidora decide sobre o preço final, conforme os custos.

“O preço final ao consumidor varia em função de múltiplos fatores como: carga tributária (municipal, estadual, federal), concorrência com outros postos na mesma região e a estrutura de custos de cada posto (encargos trabalhistas, frete, volume movimentado, margem de lucro etc.)”, diz trecho da nota.

Confira a nota na íntegra:

Nota Sindicombustíveis-AM

O Sindicato não interfere nos preços dos combustíveis e na administração dos postos, por esse motivo não conseguimos informar o valor do reajuste que será repassado ao consumidor final.

Ressaltamos que o mercado é livre e competitivo em todos os segmentos, cabendo a cada distribuidora e posto decidir qual será seu preço final, de acordo com suas estruturas de custo.

O preço final ao consumidor varia em função de múltiplos fatores como: carga tributária (municipal, estadual, federal), concorrência com outros postos na mesma região e a estrutura de custos de cada posto (encargos trabalhistas, frete, volume movimentado, margem de lucro etc.).

Nos períodos de recesso, férias escolares e públicas é normal que hajam promoções que diminuam os preços para atrair o consumidor, com o retorno das atividades é de se esperar um retorno nos valores praticados.

Entretanto, cabe a cada CNPJ permanecer com descontos ou não, uma vez que o mercado é livre. O que podemos observar é uma readequação no valor que já vinha sendo praticado a algumas semanas atrás, entretanto, como dito anteriormente o Sindicato não trata de preço, cabendo a cada revendedor essa função de estipular os valores de acordo com seus custos particulares.

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