O governador de São Paulo, João Doria voltou a criticar o presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido) por suas decisões sobre a vacina contra a Covid-19, denominada Coronavac, produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantã, no Brasil. A vacina está sendo testada em São Paulo.
No Twitter, Doria escreveu que o país merece mais emprego e compaixão. “O povo não quer briga, quer emprego. O Brasil não quer divisão, quer compaixão”, tuitou.
Dória disse também que o presidente deve parar de atacá-lo e comece a trabalhar, porque o Brasil precisa de um presidente “atuante”. “Recomendo ao presidente Bolsonaro parar de me atacar e começar a trabalhar. O Brasil não quer um presidente que só pensa em reeleição”. concluiu o governador de São Paulo.
Alfinetadas
Se a relação entre Doria e Bolsonaro já não era uma das melhores, ficou ainda pior quando o presidente Bolsonaro disse que não ia obrigar os brasileiros a serem “cobaias” da Coronavac.
Bolsonaro disse ainda que não será um juiz que vai decidir sobre quem deve ser vacinado ou não, questionando o que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Flux chamou de “judicialização da vacina”, de que a Justiça poderia decidir sobre questões relacionadas à compra e obrigatoriedade do imunizante contra a Covid-19.
Punição
O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) protocolou projeto de Lei que cria sanções para quem se recusar a tomar a vacina contra a Covid-19. A proposta foi encaminhada à Câmara dos Deputados, na última terça-feira (27).
Se a propositura prosseguir na Câmara e for aprovado, ela irá estabelecer as mesmas penalidades previstas no Código Eleitoral a quem não vota e quem não aceitar tomar a vacina poderá ser impedido se inscrever em concurso ou prova para cargo ou função pública, investir-se ou empossar-se neles; receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público, autárquico ou paraestatal, bem como fundações governamentais, empresas, institutos e sociedades de qualquer natureza, mantidas ou subvencionadas pelo governo ou que exerçam serviço público delegado, correspondentes ao segundo mês subsequente ao da eleição; entre outras punições.
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