PF mira deputado que articulou encontro entre Vorcaro e André Mendonça

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André Mendonça aparece no contexto da investigação após encontro com Daniel Vorcaro articulado pelo deputado Cezinha de Madureira (Bruno Spada / Câmara dos Deputados e Alejandro Zambrana/STF)

Manaus (AM) – A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta segunda-feira, 14, a terceira fase da Operação Transparência, com quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Distrito Federal. Entre os alvos está o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP), investigado por suspeitas de tráfico de influência, exploração de prestígio, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Os mandados foram autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão de 5 de setembro de 2026. A investigação apura se integrantes do grupo negociavam pagamentos em troca de influência sobre processos judiciais em tribunais superiores.

Cezinha entrou no foco da investigação após a PF analisar mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Os registros apontaram a participação do deputado na articulação de um encontro entre Vorcaro e o ministro do STF André Mendonça.

Encontro com André Mendonça

A reunião ocorreu em São Paulo, em março de 2025, antes de Mendonça assumir, em fevereiro de 2026, a relatoria de processos relacionados ao Banco Master. O ministro confirmou que recebeu Vorcaro e, segundo as informações divulgadas, a conversa tratou de créditos de precatórios ligados ao banco. O advogado Ciro Rocha Soares também aparece nos elementos relacionados à organização do encontro. A PF investiga a atuação dos intermediários e sua possível relação com negociações envolvendo processos judiciais.

A Operação Transparência começou em dezembro de 2025, com investigação sobre suspeitas relacionadas à destinação de emendas parlamentares. Com o avanço das apurações, o caso passou a incluir suspeitas sobre a atuação de intermediários em processos nos tribunais superiores.

A advogada Valéria Rodrigues Linhares, mulher de Cezinha, também é alvo da investigação. Em 25 de agosto, ela teve R$ 510 mil em dinheiro vivo apreendidos em uma bagagem no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, quando embarcaria para Brasília.

A defesa afirmou que o dinheiro tinha origem lícita e estava relacionado à atividade profissional da advogada. A apreensão ocorreu antes da operação desta segunda-feira. A investigação também envolve desdobramentos no STF.

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