Manaus (AM) – O nível do Rio Negro chegou a 22,95 metros em Manaus nesta terça-feira (8), após uma redução de 94 centímetros registrada ao longo dos últimos sete dias. Mesmo com a descida, a cota permanece dentro da faixa considerada normal para o período.
Os dados fazem parte do 36º Boletim de Alerta Hidrológico da Bacia do Amazonas, divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). O levantamento aponta que diversas sub-bacias da região apresentam chuvas abaixo da média e continuam em processo de vazante.
Em outros pontos do Amazonas, o rio Solimões atingiu 3,26 metros em Tabatinga, depois de baixar 26 centímetros durante a semana. Já em Manacapuru, o nível chegou a 13,80 metros, com redução de 99 centímetros.
Na bacia do rio Purus, a estação de Beruri registrou queda de 1,10 metro, alcançando 14,65 metros. Em Rio Branco, no Acre, o nível do rio apresentou redução de 9 centímetros e ficou em 1,64 metro.
O rio Madeira também manteve a tendência de descida. Em Porto Velho, Rondônia, a cota chegou a 3,71 metros, após recuo de 43 centímetros. Em Humaitá, no Amazonas, foram registrados 11,38 metros, com redução de 96 centímetros na última semana.
Rio Amazonas também recua
Nas estações do rio Amazonas, o nível caiu 86 centímetros em Careiro e 76 centímetros em Itacoatiara. As cotas registradas foram de 10,80 metros e 9,06 metros, respectivamente.
Segundo o SGB, os níveis observados nas localidades monitoradas estão, em sua maioria, dentro da faixa de normalidade para esta época do ano.
Rio Branco abaixo das mínimas históricas
A situação é diferente na bacia do rio Branco, em Roraima. Os pontos monitorados continuam em vazante e apresentam níveis abaixo das mínimas históricas para o período em Boa Vista.
Na capital roraimense, o rio Branco baixou 18 centímetros e chegou a 1,18 metro. Em Caracaraí, a redução foi de 35 centímetros, deixando o nível em 1,73 metro.
O SGB informa que as medições podem sofrer alterações após verificações realizadas em campo pelas equipes responsáveis pela rede hidrometeorológica. Os trabalhos incluem manutenção das estações e nivelamento das réguas utilizadas para as medições.
Os dados são obtidos pela Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), sob responsabilidade da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com operação do SGB e de outros parceiros. As previsões são produzidas a partir de modelos hidrológicos e estão sujeitas às incertezas desses sistemas.
Dados em tempo real e mapas de risco estão disponíveis no Sistema de Alerta de Eventos Críticos (SACE) em www.sgb.gov.br/sace/amazonas.
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