VÍDEO: Médico é preso por vender plantões a falso profissional que atendia crianças em Manaus

Operação Hipócrates prende responsável por esquema que colocou pacientes em risco
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(Foto: Reprodução)

Manaus (AM) – A Polícia Civil do Amazonas prendeu nesta terça-feira (5) o médico Israelson Taveira, de 42 anos, durante a segunda fase da Operação Hipócrates. Ele é acusado de ceder seus plantões em unidades de saúde da capital amazonense a Gabriel Ketzer, um estudante de educação física que se passava por médico.

As investigações revelaram que o médico, fundador do Instituto Asas pela Amazônia, permitia que Ketzer assumisse seus plantões em pronto-socorros, incluindo atendimentos a crianças e adolescentes.

As provas incluem conversas por celular entre os dois, nas quais ficava claro que Taveira sabia que Ketzer não possuía formação médica.

Falso médico já se passou por militar do exército

Ketzer, o falso médico preso na primeira fase da operação (Foto: Divulgação)

O falso profissional já havia sido preso em abril durante a primeira fase da operação. Ele mantinha um histórico de fraudes, incluindo um caso em 2021 em que se passou por militar do Exército, usando fardamento falsificado para acessar quartéis.

Segundo a polícia, Ketzer atendia pacientes e recebia pagamentos, inclusive via PIX, pelos serviços médicos ilegais. Ele usava um crachá fornecido pelo Instituto Asas pela Amazônia, o que dava aparência de legitimidade aos atendimentos.

O delegado Cícero Túlio foi enfático: “As provas mostram que o médico tinha plena ciência de que estava colocando um leigo para exercer a medicina, especialmente em atendimentos a pessoas em situação de vulnerabilidade”.

Investigação em andamento

Durante a prisão de Taveira, foram apreendidos novos documentos que estão sendo analisados pela polícia. As autoridades não descartam a possibilidade de mais envolvidos no esquema. A população tem colaborado com as investigações através de denúncias pelo Disque-Denúncia 181.

Enquanto isso, Ketzer e Taveira responderão pelos crimes de falsidade ideológica, exercício ilegal da medicina e formação de quadrilha. O caso chama atenção para os riscos que falsos profissionais representam para a saúde pública.

Durante os interrogatórios, o médico preso preferiu exercer seu direito constitucional de permanecer em silêncio, declarando que só se manifestará em juízo. A polícia afirma que as provas já coletadas são suficientes para sustentar as acusações.

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